A meteorologista Mariana Pallotta, do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), afirmou que a chance de um novo tornado atingir o Paraná nos próximos dias é nula.

Tornado que atingiu o Paraná tem possibilidade de se repetir?

A meteorologista Mariana Pallotta, do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), afirmou que a chance de um novo tornado atingir o Paraná nos próximos dias é nula. A declaração foi feita durante participação no programa UOL News, após o fenômeno extremo que destruiu casas e deixou moradores desabrigados em Rio Bonito do Iguaçu.

Sistema perdeu força ao avançar para o Sudeste

Segundo Pallotta, o tornado registrado no Paraná estava associado a uma linha de instabilidade formada por uma frente fria e um ciclone que passou pelo Sul e avançou para o Sudeste. Ao seguir em direção a São Paulo e Minas Gerais, o sistema perdeu força e deixou apenas áreas isoladas de chuva.

“A frente fria passou, e as instabilidades caminharam para a região Sudeste. O que permanece agora é apenas nebulosidade, com possibilidade de chuva fraca ao longo do dia”, explicou a meteorologista. Ela reforçou que não há previsão de tempestades severas nas próximas horas.

Região pode ter chuva, mas sem risco de novos eventos extremos

A especialista informou que ainda podem ocorrer pancadas de chuva no centro-sul de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas sem potencial para enchentes significativas ou deslizamentos de grande porte.

“A probabilidade de um novo tornado é praticamente zero. O que ocorreu no Paraná foi um evento muito pontual”, afirmou.

Apesar da estabilização do clima, Pallotta destacou que haverá queda de temperatura e orientou atenção com pessoas que seguem desabrigadas após o desastre.

Fenômeno foi raro e extremo, diz especialista

A meteorologista classificou o tornado como um evento raro no Paraná, embora a região Sul tenha histórico climático compatível com esse tipo de fenômeno. O último registro de intensidade semelhante ocorreu em Xanxerê, Santa Catarina.

Dados preliminares do órgão paranaense que analisa a destruição indicam que o tornado pode ter atingido intensidade entre F2 e F3 na escala Fujita, mas o resultado só será confirmado após estudos detalhados das áreas afetadas.

“Foi um evento bastante extremo, com uma linha de tempestades muito severas associadas. Não é algo comum de acontecer, mesmo em regiões com potencial para tornados”, declarou Pallotta.

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