A série “Tremembé” reacendeu o debate sobre Suzane von Richthofen. Um diálogo na trama aponta que ela causou a mudança da lei sobre herança no Brasil. De fato, a Lei 13.523/2017, sancionada em 2017, permite que o Ministério Público peça a deserdação de herdeiros que cometeram homicídio doloso contra o falecido. No caso de Suzane, porém, a Justiça já havia determinado em 2015 que a herança (R$ 10 milhões) ficasse para o irmão, Andreas.

Nomeação de Suzane von Richthofen como inventariante reacende debate sobre direitos sucessórios e administração de heranças no Brasil. Foto: Reprodução.
Nomeação de Suzane von Richthofen como inventariante reacende debate sobre direitos sucessórios e administração de heranças no Brasil. Foto: Reprodução.

Sem dúvidas, um dos crimes que mais chocou o país foi a morte de Manfred e Marísia von Richthofen, a mando de sua própria filha Suzane von Richthofen em 2002. O crime voltou a ficar em evidência após a série “Tremembé” ser lançada no último mês pela Prime Video.

A série retrata bastidores da Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, conhecida como o “presídio dos famosos”, onde Suzane von Richthofen ficou presa por anos. Mas, uma cena tem chamado a atenção. Em um diálogo entre ela e um advogado, ele diz: “Suzane, por sua causa, a lei do país mudou. Você não tem direito a um centavo dos seus pais”.

Mas, você internauta, sabia dessa informação antes da série ir ao ar? Em 2017, a lei de número 13.523/2017 foi sancionada no Brasil, ela tem origem no Projeto de Lei da Câmara 9/2017, do deputado Antonio Bulhões (RJ).

Nela, está estabelecido que herdeiro ou legatário que comete homicídio doloso ou tentativa de homicídio contra aquele que deixa bens pode ser deserdado a pedido do Ministério Público.

Fortuna da família von Richthofen

Em 2002, quando foi considerada mentora da morte dos próprios pais, cometido pelo até então namorado e cunhado, Daniel e Cristian Cravinhos, o patrimônio da família von Richthofen girava em torno de R$ 3 milhões.

Em 2014, ela decidiu abrir mão do patrimônio, mas foi em 2015, antes mesmo da lei ser sancionada, a Justiça de São Paulo já havia decidido que toda a herança ficaria para Andreas Albert, irmão dela. Na época, o valor já girava em torno de R$ 10 milhões.

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