Doze anos após o desaparecimento de Juliana Medeiros, em Luziânia, a mãe busca a guarda definitiva do neto de 14 anos e ainda espera respostas sobre o caso. A jovem sumiu após sair para um curso e nunca mais foi vista.

Juliana Medeiros, de 18 anos, desapareceu em julho de 2013, depois de sair para fazer um curso (Foto: Arquivo Pessoal)
Juliana Medeiros, de 18 anos, desapareceu em julho de 2013, depois de sair para fazer um curso (Foto: Arquivo Pessoal)

A jovem Juliana Medeiros, que desapareceu em julho de 2013, aos 18 anos, em Luziânia (GO), deixou o filho de 1 ano e seis meses sob os cuidados da irmã, Karolayne Medeiros, antes de sair de casa para fazer um curso do governo. Desde então, a família nunca mais teve notícias sobre ela.

Hoje, o menino tem 14 anos e vive com os avós maternos, Cristiana Maria, de 51 anos, e o marido, que tenta conseguir na Justiça a guarda definitiva do neto. Cristiana, que trabalha como cozinheira em um hospital municipal, possui atualmente apenas a guarda provisória da criança.

Avó segue brigando na Justiça

A falta de uma decisão judicial definitiva fez com que o adolescente fosse retirado do plano de saúde da avó. “Estou tentando restabelecer na Justiça. Ele mora comigo desde pequeno, é como se fosse meu filho”, relatou Cristiana.

Segundo Karolayne, o menino é reservado e raramente fala sobre a mãe. “Às vezes imagino ela chegando aqui, vendo o filho já crescido. É muito doloroso”, contou.

A avó, por sua vez, afirmou que ainda mantém a esperança de descobrir o que aconteceu com Juliana. “Eu não vou perder a esperança. Só quero uma resposta para ter paz no coração”, desabafou.

Polícia investiga caso da jovem que sumiu em 2013

O delegado Fellipe Guerrilha, responsável pelo caso, afirmou que a Polícia Civil segue investigando o desaparecimento. De acordo com a família, Juliana saiu para fazer um curso e nunca mais retornou.

Pouco tempo depois, os parentes receberam uma mensagem de texto atribuída a ela, dizendo que “estava indo embora, mas que tinha vontade de voltar”, pedindo ainda que cuidassem de seu filho e informando onde havia deixado a chave da casa.

“Pouco tempo após ela sair, eu liguei no celular dela para perguntar cadê a mamadeira do neném, só que ela já não atendeu”, contou Kerolayne.

Mais de uma década depois, o mistério sobre o paradeiro de Juliana continua sem solução, enquanto a família segue em busca de justiça e da guarda definitiva do adolescente.

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