O eclipse solar total de 2 de agosto de 2027 será o mais longo do século, com 6 minutos e 23 segundos de escuridão, segundo a Nasa. O fenômeno terá seu ápice no Egito e será visível também em países como Espanha, Marrocos e Líbia. O recorde se deve à posição da Terra e da Lua, que estarão em distâncias ideais para prolongar o tempo de totalidade. No Brasil, o eclipse não será visível de forma total — apenas uma leve sombra poderá ser percebida em algumas regiões do Nordeste. O próximo eclipse solar total visível no país deve ocorrer apenas em 2075, cobrindo partes de Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
O dia 2 de agosto de 2027 promete ser histórico para a astronomia. Nessa data, ocorrerá o eclipse solar total mais longo do século, com seis minutos e 23 segundos de escuridão completa, um recorde que só será superado em 2114, segundo informações da Nasa.
O ápice do fenômeno será visível principalmente no Egito, mas também poderá ser observado em países como Espanha, Marrocos, Líbia, Tunísia, Arábia Saudita e Somália. Durante o evento, a Lua cobrirá completamente o Sol, revelando a coroa solar, camada externa e brilhante da atmosfera solar, um espetáculo raro tanto para astrônomos quanto para curiosos.
Por que este eclipse será o mais longo do século?
De acordo com Thiago Signorini Gonçalves, astrônomo e diretor do Observatório do Valongo da UFRJ, em entrevista ao Metrópoles, a explicação está em uma combinação especial de fatores astronômicos.
“O eclipse de 2027 ocorre quando a Terra está mais distante do Sol e, ao mesmo tempo, a Lua está um pouco mais próxima da Terra. Isso faz o Sol parecer menor e a Lua, maior, prolongando o tempo de escuridão”, explica o especialista.
Outro fator que contribui para a duração recorde é a região onde o eclipse ocorrerá, próxima ao Equador, onde a velocidade aparente da sombra da Lua é menor, fazendo com que o fenômeno dure mais tempo em cada ponto da Terra.
Onde e quando o eclipse poderá ser visto?
O eclipse começará por volta das 10h (horário de Brasília) e terá cerca de três horas de duração, considerando todas as fases. A totalidade, que é quando o Sol é completamente encoberto, ocorrerá depois das 11h e será visível em cidades como Cádiz (Espanha), Tânger (Marrocos), Benghazi (Líbia) e Luxor (Egito).
Expedições científicas e turísticas já estão sendo organizadas para Luxor, uma das cidades mais privilegiadas na faixa de totalidade, onde o céu escurecerá por mais de seis minutos.
E no Brasil, será possível ver?
Infelizmente, o eclipse total não será visível do Brasil. Apenas uma pequena fração parcial do fenômeno poderá ser observada em alguns pontos do Nordeste, de forma discreta.
O próximo eclipse solar total visível em território brasileiro só deve acontecer em 16 de janeiro de 2075, quando partes do Paraná, São Paulo e Minas Gerais ficarão completamente escuras por cerca de dois minutos.
Importância científica e educativa
Além de ser um espetáculo natural, eclipses solares totais continuam sendo momentos únicos de estudo.
“Durante o eclipse, conseguimos observar diretamente os gases quentes que o Sol libera no espaço. Esse tipo de evento ajuda a entender melhor como a energia solar é gerada”, explica o astrônomo Thiago Gonçalves.
Para os cientistas e educadores, o fenômeno também tem grande valor didático. “Eclipses solares despertam curiosidade e encantamento. São uma excelente oportunidade para aproximar o público da ciência”, conclui.
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