O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) causou repercussão ao publicar na segunda-feira (10) um vídeo em que uma mulher aparece sendo decapitada. A publicação foi usada pelo parlamentar para defender que facções criminosas sejam tratadas como organizações terroristas no Brasil.

Senador Cleitinho publicou imagens de uma mulher sendo executada por fação criminosa - Reprodução/ Redes sociais
Senador Cleitinho publicou imagens de uma mulher sendo executada por fação criminosa - Reprodução/ Redes sociais

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) causou repercussão ao publicar na segunda-feira (10) um vídeo em que uma mulher aparece sendo decapitada. A publicação foi usada pelo parlamentar para defender que facções criminosas sejam tratadas como organizações terroristas no Brasil.

Cleitinho afirmou que as cenas “são duras de assistir”, mas servem para mostrar a gravidade dos crimes cometidos por grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). O senador cobra urgência na votação de projetos que proponham o enquadramento dessas facções na Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016).

Veja o vídeo: 

A proposta ganhou força após o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do projeto de lei conhecido como “antifacção”, apresentar um parecer mais rigoroso que o texto original do governo federal. O documento, protocolado na sexta-feira (7), prevê penas mais duras e classifica as facções como uma ameaça à soberania nacional.

O Palácio do Planalto, no entanto, tenta conter o avanço da ideia. O governo Lula prefere apenas reforçar a Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), criando uma nova categoria chamada “organização criminosa qualificada”, sem equiparar essas estruturas a grupos terroristas o que, segundo auxiliares do presidente, poderia gerar repercussões diplomáticas negativas.

Outro texto semelhante, relatado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), também propõe incluir facções na Lei Antiterrorismo, mas sua análise foi adiada duas vezes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por pressão da base governista.

Para parlamentares da direita, o endurecimento da lei é urgente; já aliados do Planalto defendem cautela para evitar que o país adote medidas de exceção.

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