Leonardo reforçou sua acusação contra a Sony Music por exploração indevida de suas músicas e criticou a defesa da empresa por má-fé e confusão jurídica. A gravadora, por sua vez, sustenta que o cantor tenta enganar a Justiça e que os direitos sobre as obras pertencem legalmente à companhia.

Leonardo entra na Justiça e processa gravadora; saiba o motivo

O cantor Leonardo voltou a se manifestar na Justiça contra a Sony Music após ser chamado de “mentiroso” e “maquiavélico” pela gravadora. A defesa do sertanejo apresentou réplica no processo em que acusa a empresa de explorar indevidamente suas músicas em plataformas de streaming. Na nova manifestação, Leonardo afirmou que a Sony apresentou uma defesa “prolixa, confusa e incoerente”, repleta de argumentos “desconexos e sem relação com o caso”.

Segundo o documento, a empresa teria distorcido cláusulas contratuais firmadas em 1998, deturpado conceitos jurídicos e acrescentado fatos irrelevantes à ação. O artista classificou como “inconcebível” que uma multinacional apresente uma defesa tão desorganizada e pediu que o juiz desconsidere os documentos anexados pela gravadora que não tenham pertinência direta com o processo.

Leonardo também solicitou que o magistrado dispense seu depoimento, alegando que o caso trata de uma questão puramente jurídica, que pode ser resolvida com base nos documentos já apresentados.

O conflito entre o cantor e a Sony Music começou quando Leonardo acusou a empresa de continuar explorando seu catálogo em mídias digitais que não existiam na época da assinatura do contrato original, em 1998. Ele afirma não receber valores proporcionais à reprodução de suas músicas em plataformas como Spotify e YouTube e pediu que a Justiça impeça a gravadora de lucrar com seu repertório, além da transferência dos dados de suas faixas a uma nova distribuidora indicada por ele.

Em resposta, a Sony afirmou que o sertanejo tenta “usurpar direitos legítimos” e enganar a Justiça, chamando a ação de “mentirosa e maquiavélica”. A gravadora defende que Leonardo assinou um termo aditivo que inclui a exploração digital das obras e que os direitos sobre os fonogramas e videoclipes pertencem à empresa. A Sony também alega que, caso houvesse algum ilícito, o prazo para questionar judicialmente já teria expirado há mais de uma década.

A disputa judicial segue em andamento e promete novos capítulos, já que as partes mantêm posições firmes e discursos cada vez mais tensos.

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