A Polícia Civil investiga a suspeita de que uma mulher de 59 anos tenha sido intoxicada com soda cáustica ao beber vinho em Serrana, no interior de São Paulo. O caso, ocorrido na sexta-feira (7), foi registrado como tentativa de homicídio.
A Polícia Civil investiga a suspeita de que uma mulher de 59 anos tenha sido intoxicada com soda cáustica ao beber vinho em Serrana, no interior de São Paulo. O caso, ocorrido na sexta-feira (7), foi registrado como tentativa de homicídio.
A vítima, Cleide Maria da Silva, foi levada à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto com sintomas de intoxicação e segue internada. O boletim médico não foi divulgado.
Segundo o boletim de ocorrência, Cleide contou aos médicos que havia ingerido metade de uma garrafa de vinho que estava em casa e, pouco depois, começou a sentir fortes dores abdominais e vômitos.
Inicialmente, os médicos suspeitaram de intoxicação por metanol, mas exames de endoscopia mostraram lesões compatíveis com a ingestão de soda cáustica.
O documento policial também relata que a mulher ofereceu a bebida ao genro, um adolescente de 16 anos. Ele chegou a colocar o líquido na boca, mas cuspiu ao sentir um gosto estranho. O jovem teve ferimentos leves na mucosa oral, recebeu atendimento e foi liberado.
Versões divergentes
Durante o atendimento, a filha mais velha da vítima, de 33 anos, afirmou que o caso teria sido um acidente, alegando que a mãe, que seria alcoólatra, teria confundido o frasco da bebida com o de soda cáustica.
Porém, no dia seguinte, outra filha procurou a polícia e apresentou uma nova versão, dizendo acreditar que a irmã mais velha teria colocado o produto no vinho de forma intencional. Após esse relato, o caso passou a ser investigado como tentativa de homicídio.
Apreensões e investigação
Agentes da Polícia Civil foram até a residência da vítima e encontraram um pote de soda cáustica dentro de sacolas, sobre um armário na área de serviço. A garrafa de vinho e uma caneca usada pela vítima também foram apreendidas e encaminhadas para o Instituto de Criminalística, que deve confirmar se havia soda cáustica no líquido.
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