A Polícia Civil de São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco, investiga a morte de Júlia Eduarda Andrade dos Santos, de 26 anos, que estava grávida e foi encontrada morta nesta quarta-feira (12), após sair para se encontrar com o pai do bebê.
A Polícia Civil de São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco, investiga a morte de Júlia Eduarda Andrade dos Santos, de 26 anos, que estava grávida e foi encontrada morta com um saco plástico na cabeça nesta quarta-feira (12), após sair para se encontrar com o pai do bebê.
Em entrevista ao repórter Adielson Galvão, o delegado João Mário Gomes, responsável pelo caso, revelou que a vítima desapareceu no dia 5 de novembro, conforme mostram imagens de câmeras de segurança. As autoridades foram notificadas sobre o desaparecimento no dia seguinte, 6 de novembro.
Após dias de buscas, o corpo de Júlia foi localizado no sítio Belo Vale, na zona rural do município. Segundo o delegado, os primeiros indícios apontam para morte por asfixia, mas a causa exata ainda será confirmada pela perícia.
“As investigações estão em andamento. Inicialmente, tudo indica que a vítima tenha sido morta por asfixia”, afirmou o delegado João Mário Gomes.
O principal suspeito do crime é o pai da criança que Júlia esperava. Ele seria o responsável por pagar o exame de ultrassom que motivou o encontro entre os dois. A polícia também apura a possível participação de outras pessoas, entre elas o irmão do suspeito, mencionado por populares.
“Essas informações estão sendo tratadas com cautela e serão confirmadas ou descartadas ao longo da investigação”, explicou o delegado.
Estado de decomposição complica investigações
Devido ao estado avançado de decomposição e à exposição ao sol, não foi possível determinar com precisão as roupas que Júlia usava no momento da morte. A polícia investiga ainda se a vítima chegou a trocar de roupa antes de encontrar o suspeito.
A perícia busca esclarecer se o crime foi cometido no local onde o corpo foi encontrado ou se o sítio foi usado apenas para desova. A presença de sacos plásticos envolvendo o corpo reforça a hipótese de que Júlia tenha sido morta em outro lugar e levada até o terreno já sem vida.
“A vítima tinha um relacionamento com o principal suspeito e confiava nele. Inclusive, ele já havia lhe dado dinheiro em outras ocasiões”, acrescentou o delegado.
Delegado detalha investigação e aponta possível motivação
As autoridades também apontam a possível motivação do crime, levando em consideração o novo namoro de Julia, após o fim do relacionamento com o pai do bebê. “Foi confirmado pelos familiares que Júlia estava grávida de um homem, mas mantinha um relacionamento com outro. Essa condição pode ter sido o estopim da motivação do crime”, explicou o delegado.
O delegado também destacou que o o pai da criança teria apresentado comportamento suspeito. No dia do desaparecimento, o homem teria enfrentado uma pane mecânica no carro, situação confirmada pelo irmão dele, que acabou ajudando nas buscas.
“O irmão do suspeito confirmou ter socorrido o companheiro da vítima naquele dia. A partir dessa informação, a equipe foi até o local indicado e, após buscas nas imediações, encontrou o corpo em um matagal, em uma área isolada e de vegetação alta”, contou o delegado.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de São Bento do Una, que deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias para esclarecer a dinâmica do crime e confirmar a participação dos envolvidos.
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