A modelo Marcela Tomaszewskie, representada pelo advogado Diego Candido, protocolou uma queixa-crime contra o ator Dado Dolabella, pedindo sua prisão preventiva e a concessão de medidas protetivas.
A modelo Marcela Tomaszewskie, representada pelo advogado Diego Candido, protocolou uma queixa-crime contra o ator Dado Dolabella, pedindo sua prisão preventiva e a concessão de medidas protetivas. De acordo com o colunista Alessandro Lo-Bianco, do portal iG, o documento foi encaminhado à 14ª Delegacia de Polícia e relata agressões físicas, ameaças e coação psicológica ocorridas entre setembro e novembro de 2025, durante e após um breve relacionamento.
O pedido também cita tentativa de enforcamento, socos, pontapés e ferimentos na mão da vítima, supostamente praticados na frente da mãe de Marcela. A denúncia pede que as autoridades apliquem as medidas previstas na Lei Maria da Penha.

Reprodução | Alessandro Lo-Bianco / iG
Relato de agressões e coação
Segundo o documento, no dia 25 de outubro, após uma discussão no apartamento da modelo, Dolabella teria agredido Marcela verbal e fisicamente. Ela afirma ter sido forçada a gravar um vídeo ao lado do ator dizendo que estava tudo bem, publicado sob ameaça.
No dia seguinte, a modelo procurou aconselhamento jurídico e apresentou provas das agressões, incluindo fotos, vídeos e conversas. Apesar de inicialmente ter desistido da denúncia, Marcela diz que continuou sendo coagida e perseguida pelo ator.
A petição menciona ainda que Dolabella teria pressionado a ex-namorada a conceder uma entrevista afirmando que o casal havia se reconciliado. Após a exibição da reportagem, Marcela relata que o ator reagiu com violência em um episódio ocorrido em Búzios, onde houve nova discussão e ferimentos.
Alegações de perseguição e ameaças
Marcela afirma que, mesmo após o término, Dolabella passou a vigiar seus deslocamentos, dirigir nas proximidades de sua residência e publicar conteúdos em redes sociais mencionando seu nome. Ela também relatou que perdeu contratos profissionais e enfrentou abalo emocional em razão dos episódios.
O documento destaca que o ator conhece o endereço da vítima e reside na mesma cidade, o que, segundo a defesa, aumenta o risco à integridade física e psicológica da modelo.
Pedido de medidas protetivas e prisão preventiva
A denúncia solicita ao Judiciário que determine medidas urgentes, como o afastamento de Dolabella, proibição de contato por qualquer meio de comunicação e restrição de citar o nome da modelo em redes sociais.
A peça conclui pedindo a decretação da prisão preventiva do ator, sob o argumento de que há risco iminente à integridade da vítima, de seus familiares e testemunhas. A defesa de Marcela sustenta que as condutas do ator foram reiteradas e configuram violência física, psicológica e perseguição continuada. A modelo afirma que, por temer novas ameaças, deixou o país e não se sente segura para retornar ao Brasil.
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