Uma mulher com deficiência em uma das pernas foi agredida dentro de uma loja de produtos naturais em Capivari de Baixo, no Sul de Santa Catarina, na noite dessa terça-feira (12).

Reprodução / Cruzeiro do Vale
Reprodução / Cruzeiro do Vale

Uma mulher com deficiência em uma das pernas foi agredida dentro de uma loja de produtos naturais em Capivari de Baixo, no Sul de Santa Catarina, na noite dessa terça-feira (12). O ataque ocorreu após uma discussão envolvendo o pagamento de uma corrida de aplicativo no valor de dez reais.

Imagens mostram abordagem e agressões

Câmeras internas registraram o momento em que um casal entra no estabelecimento e identifica a passageira, iniciando a violência diante de funcionárias e clientes. A vítima foi empurrada, atingida e teve produtos derrubados no chão enquanto tentava se proteger.

As funcionárias tentaram conter a confusão, mas foram intimidadas pelo homem, que ameaçou agredir qualquer pessoa que tentasse interferir. Ele apontou o dedo no rosto das atendentes e repetiu advertências enquanto a situação se agravava.

Entenda como começou a discussão

A vítima havia chegado à loja por volta das 18h40 para pedir um carregador de celular, já que o aparelho havia desligado. Segundo informou às funcionárias, ela chamou um motorista de aplicativo no mercado vizinho e, ao chegar ao destino, ficou sem internet. Por isso, pediu ao motorista que a levasse a um ponto com sinal para concluir o pagamento.

O pedido teria irritado o condutor, que passou a ofendê-la verbalmente e a acusá-la de tentar aplicar um golpe. Ele a levou de volta ao ponto inicial e deixou a passageira no local, o que a expôs a constrangimento, especialmente por enfrentar limitações de mobilidade.

Funcionárias relatam choque após o ataque

Cerca de dez minutos após esse episódio, o casal entrou na loja e iniciou a agressão ao dizer “é essa aí”, segundo testemunhas. A ação durou poucos minutos, mas provocou forte abalo emocional nas funcionárias e clientes que presenciaram a cena sem conseguir reagir.

A vítima foi amparada pelas atendentes logo depois do ataque. Ainda não há confirmação sobre o registro de boletim de ocorrência. O caso repercutiu nas redes sociais pela violência do ataque e pela motivação associada a um valor baixo e à situação de vulnerabilidade da passageira.

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