Juliana Garcia, agredida com 61 socos pelo ex-namorado em um elevador de Natal (RN), mostrou nas redes sociais o resultado da reconstrução facial após múltiplas fraturas. Ela passou por cirurgia em agosto e segue em recuperação. O agressor, Igor Cabral, ex-atleta de basquete 3×3, foi preso e denunciado por tentativa de feminicídio.
Juliana Garcia, agredida em julho pelo então namorado com 61 socos no rosto dentro do elevador de um condomínio em Natal (RN), divulgou recentemente nas redes sociais o resultado das cirurgias de reconstrução facial. O caso ocorreu em 26 de julho e chocou o país pela violência extrema e pela rapidez: foram 61 golpes em apenas 58 segundos.

A empresária sofreu múltiplas fraturas no queixo e em outras estruturas da face. Em agosto, ela foi submetida a uma cirurgia de osteossíntese, recebeu alta hospitalar e desde então é acompanhada por especialistas em traumatologia bucomaxilofacial.
No Instagram, Juliana agradeceu a Deus por estar viva e afirmou que mantém o compromisso de apoiar outras mulheres vítimas de violência. A publicação mostra o antes e depois da reconstrução facial, evidenciando o processo de recuperação após o ataque brutal.
Relembre o caso
A agressão aconteceu dentro do elevador do prédio onde Juliana morava. Segundo a vítima, o ex-namorado Igor Cabral — ex-atleta da seleção brasileira de basquete 3×3 — teve uma crise de ciúmes antes de iniciar a série de socos. Já para as autoridades, ele alegou ter sofrido uma crise de claustrofobia.
O porteiro do condomínio acompanhou o ataque em tempo real pelas câmeras, chamou moradores e conseguiu conter Igor até a chegada da Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante, teve a prisão convertida em preventiva e permanece detido na Cadeia Pública de Ceará-Mirim.
Igor Cabral foi denunciado pelo Ministério Público por tentativa de feminicídio, crime previsto no Artigo 121-A do Código Penal. A delegada responsável pelo caso, Victoria Lisboa, destacou a gravidade das agressões. Durante a audiência de custódia, a juíza afirmou que não conseguiu assistir ao vídeo completo devido à violência das imagens.
Juliana, agora em recuperação, tem usado sua história como forma de conscientização e apoio a outras mulheres vítimas de violência doméstica.
