A explosão que devastou uma casa na Rua Francisco Bueno, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, trouxe novamente à tona o nome de Adir de Oliveira Mariano, 46 anos, já investigado em 2011 por envolvimento com balões equipados com fogos de artifício. A residência onde ele vivia funcionava como um depósito clandestino de fogos, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Imóvel usado como depósito clandestino de fogos explodiu no Tatuapé e deixou dez feridos, destruindo casas vizinhas. Foto: Divulgação.
Imóvel usado como depósito clandestino de fogos explodiu no Tatuapé e deixou dez feridos, destruindo casas vizinhas. Foto: Divulgação.

A explosão que devastou uma casa na Rua Francisco Bueno, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, nesta quinta-feira (13), trouxe novamente à tona o nome de Adir de Oliveira Mariano, 46 anos, já investigado em 2011 por envolvimento com balões equipados com fogos de artifício. A residência onde ele vivia funcionava como um depósito clandestino de fogos, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A Polícia Técnico-Científica analisa o corpo carbonizado encontrado dentro do imóvel em colapso. A suspeita é de que seja o próprio Adir. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) ainda não está concluído. Sua esposa escapou por pouco: ela estava em um shopping na hora da explosão.

A detonação feriu dez pessoas que passavam de carro pelo local. Todas sobreviveram, mas veículos, casas vizinhas e estruturas no entorno ficaram destruídos. Ao menos 23 residências foram interditadas pela Defesa Civil.

Histórico com balões e absolvição em 2015

Adir foi acusado há 14 anos de integrar um grupo de baloeiros em São José dos Campos. Ele chegou a ser detido, mas negou envolvimento e foi absolvido pela Justiça em 2015, por falta de provas. Ainda assim, publicações em suas redes sociais mostram que ele continuou demonstrando interesse pela prática, que é crime ambiental devido ao risco de incêndios.

Família nega confirmação da morte

A advogada de Alessandro de Oliveira Mariano, irmão de Adir, afirmou que ele era o locatário formal da casa, embora não morasse mais lá. Segundo ela, Alessandro só soube recentemente que o irmão havia passado a viver no imóvel. A família aguarda a confirmação oficial do IML sobre a identidade do corpo encontrado.

Investigação segue no 30º DP

A Polícia Civil investiga explosão, crime ambiental e lesão corporal. O Corpo de Bombeiros afirma que há indícios de que os fogos armazenados seriam usados na fabricação de balões — prática proibida no Brasil.

A comunidade do Tatuapé agora tenta entender como um depósito clandestino pôde funcionar em silêncio no meio de uma área residência.

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