A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu Ingrid Luiza da Silva Marques na última quarta-feira (12), em Belford Roxo. A mulher é acusada de intermediar o homicídio da jovem Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 26 anos, morta em Sepetiba, no dia 4 de novembro, com um tiro na nuca.
As investigações apontaram que a suspeita participou da articulação do crime ao indicar um executor, Davi de Souza Malto, para a mandante do assassinato, Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, ex-companheira de Lucas Soares Ramos, pai da filha da vítima.
Entenda o caso
De acordo com as investigações policiais, Gabrielle Cristine é a principal suspeita do crime em uma história marcada por ciúmes, obsessão e disputa pela guarda da criança.
Segundo a polícia, Gabrielle desenvolveu uma fixação doentia pela menina Alice, filha de Laís com Lucas, seu marido até então. Testemunhas afirmaram que ela exigia ser chamada de “mãe”, interferia na rotina escolar da criança e fazia ameaças constantes à mãe biológica.
Familiares e amigos descreveram o comportamento da suspeita como controlador e possessivo. A avó paterna da menina contou que Alice se referia à madrasta como “mamãe Gabi”, e o ex-companheiro de Laís, Eimar Felipe, disse que Gabrielle “competia o tempo todo com a mãe” e tentava mostrar que podia oferecer mais à criança.
Laís foi morta com um tiro na nuca em 4 de novembro, enquanto empurrava o carrinho do filho mais novo, de 1 ano e 8 meses. O bebê não se feriu. Os executores do crime, Erick Santos Maria e Davi de Souza Malto, confessaram à polícia que participaram do assassinato e disseram ter recebido R$ 20 mil pelo serviço.
Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário teve sua prisão temporária decretada por 30 dias, mas continua foragida. Para a Polícia Civil e o Ministério Público, o caso reúne provas suficientes de que o assassinato foi premeditado, motivado por ciúme e desejo de assumir o papel de mãe plena da criança.
