Três suspeitos ligados à execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foram libertados na noite de sexta-feira (14), em São Paulo. Conhecidos como Jaguar, Fofão e Matemático, eles deixaram o DHPP comemorando e gravaram um vídeo dizendo que “a Justiça foi feita”.
Três suspeitos ligados à execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foram libertados na noite de sexta-feira (14), em São Paulo. Conhecidos como Jaguar, Fofão e Matemático, eles deixaram o DHPP comemorando e gravaram um vídeo dizendo que “a Justiça foi feita”.
A saída do grupo aconteceu um dia após a Polícia Civil concluir o primeiro inquérito do caso, que indiciou 11 pessoas, incluindo o trio. por envolvimento direto ou indireto na emboscada que matou Ruy Ferraz no litoral paulista.
Libertação e defesa
No vídeo registrado na porta do DHPP, os três aparecem ao lado dos advogados de Jaguar, Adonirã Correia e Abraão Martins. A defesa afirma que apresentou provas que, segundo eles, reforçam a inocência do cliente. “Agora, todos irão para casa”, disse Correia.
Fofão havia sido preso em 19 de setembro, apontado como responsável pela logística da fuga dos criminosos. A análise do telefone dele levou os investigadores até Jaguar, preso dias depois como possível atirador. Já Matemático foi detido em 15 de outubro, suspeito de atuar no planejamento do homicídio.
Quem foi indiciado
Segundo o relatório do DHPP, 11 suspeitos foram indiciados — sete por homicídio e organização criminosa, e cinco apenas por organização criminosa. Entre eles:
- PH – apontado como um dos atiradores; preso em 24/10.
- Gão – motorista da Hilux usada na ação; está foragido.
- Umberto Alberto Gomes – atirador que fez 20 disparos; morreu em confronto no Paraná.
- Jaguar – suspeito de atirar; se entregou em 20/09.
- Fiel – fazia monitoramento da vítima; preso em 3/11.
- Mascherano – envolvido na fuga; preso em 6/10.
- Flávio – ajudou na fuga; foragido.
- William e Cris Brown – donos de imóveis usados pelo grupo; presos.
- Dahesly – buscou um dos fuzis; presa em 18/09.
- José Nildo – dava cobertura a um atirador; preso em 21/10.
- Fofão e Matemático – atuaram na movimentação dos criminosos.
O inquérito também cita um 13º suspeito, ainda não formalmente identificado, que estaria no banco de trás da Hilux e teria participado dos disparos.
Como foi a execução
Imagens de câmeras de segurança mostram o início da emboscada. Os criminosos estacionam um carro perto da Prefeitura de Praia Grande, onde Ruy trabalhava como secretário de Administração, às 18h02.
Em seguida, registros mostram o momento em que o ex-delegado bate o carro em um ônibus ao tentar fugir, sendo então atingido por dezenas de disparos de fuzil.
Motivação e outras linhas de investigação
A Polícia Civil aponta o PCC como responsável pelo ataque. Ruy era considerado inimigo da facção por seu histórico de combate ao crime organizado.
Mesmo assim, os investigadores mantêm aberta a possibilidade de que o crime tenha relação com suspeitas de corrupção na Prefeitura de Praia Grande, onde ele atuava como secretário e investigava contratos milionários. Um segundo inquérito foi instaurado para apurar essa hipótese.
Também há uma terceira investigação em curso para identificar mandantes e outros envolvidos.
Próximos passos
O inquérito foi enviado ao Ministério Público, e tanto o MP quanto o DHPP pedem prisão preventiva dos acusados. A Justiça, no entanto, concedeu liberdade para parte dos envolvidos mediante medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
O que dizem os envolvidos
A defesa de Jaguar afirma que “não há qualquer prova que o coloque na cena do crime”. Os demais advogados não foram localizados.
A Secretaria de Segurança Pública confirmou o indiciamento de 12 pessoas (incluindo um que não foi preso) e informou que as investigações continuam. O Tribunal de Justiça não se manifestou.
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