A Polícia Civil da Bahia solicitou mais 30 dias para finalizar o inquérito sobre o triplo homicídio que chocou Ilhéus, no sul do estado. O pedido, feito neste sábado (15), marca três meses desde que Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41, e Mariana Bastos da Silva, 20, foram encontradas mortas em uma área de mata na Praia dos Milionários, um dos principais pontos turísticos da região.
A Polícia Civil da Bahia solicitou mais 30 dias para finalizar o inquérito sobre o triplo homicídio que chocou Ilhéus, no sul do estado. O pedido, feito neste sábado (15), marca três meses desde que Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41, e Mariana Bastos da Silva, 20, foram encontradas mortas em uma área de mata na Praia dos Milionários, um dos principais pontos turísticos da região.
As três saíram para passear com o cachorro de estimação de Mariana no fim da tarde de 15 de agosto. Imagens de câmeras de segurança mostram o grupo caminhando tranquilamente pela areia antes de desaparecer. Elas foram achadas no dia seguinte, com diversas perfurações de faca.
Dez dias após o crime, Thierry Lima da Silva confessou ter matado as três durante uma tentativa de assalto. Mesmo assim, a polícia não descarta que outras pessoas possam ter participado da ação. Laudos em andamento e a análise de cerca de 700 vídeos captados na região ainda impedem o encerramento das investigações.
Esta é a segunda extensão de prazo pedida pela Polícia Civil. Em setembro, o inquérito já havia sido prorrogado por mais 60 dias, mas perícias pendentes impediram a conclusão dentro do período.
Segundo informações obtidas pelo g1, o Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto, em Salvador, segue examinando as imagens para reconstruir o percurso das vítimas e entender a dinâmica do crime. Resultados de exames laboratoriais também são aguardados pelos investigadores.
Apesar da confissão de Thierry, a perícia não encontrou material genético dele debaixo das unhas ou nas partes íntimas das vítimas, nem vestígios nas facas apreendidas. Os peritos reforçam que a ausência de DNA não descarta a participação do suspeito.
A polícia orienta que qualquer informação que possa ajudar na apuração seja repassada ao Disque Denúncia da SSP-BA, pelo número 181, garantindo sigilo do denunciante.
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