Dois meses após a execução do delegado Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros em Praia Grande, litoral de São Paulo, a cachorra dele ainda espera pela volta do tutor. De acordo com a viúva, Katia Pagani, a cadela permanece olhando para a porta do apartamento, à espera de Ruy.
Dois meses após a execução do delegado Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros em Praia Grande, litoral de São Paulo, a cachorra dele ainda espera pela volta do tutor. De acordo com a viúva, Katia Pagani, a cadela permanece olhando para a porta do apartamento, à espera de Ruy.
Segundo ela, o delegado adorava estar rodeado de seus animais de estimação, um gatinho e a cadela Luna, que sentem profundamente a falta do tutor.
“A cachorra, que era mais apegada a ele, fica sempre olhando para a porta do apartamento esperando-o chegar. Eu não falo o nome dele mais para ela, pois ela começa a procurá-lo”, afirmou Katia.
A viúva também revelou chorar diariamente de saudade do marido, morto por criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC). “O luto será para sempre, vou aprender a conviver com ele. Todas as noites, quando deito ao lado do travesseiro dele, eu choro”, lamentou em entrevista ao g1.
Ela contou que acompanha os desdobramentos da investigação com muita confiança na polícia. Apesar da conclusão do primeiro inquérito, acredita que as apurações continuarão. “Tenho certeza que vão pegar todos os responsáveis”.
Ruy foi assassinado no dia 15 de setembro, após cumprir expediente como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande. A Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito do caso, indiciando 12 suspeitos. Três deles, porém, foram soltos.
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