Sandrão descreveu sua experiência em Tremembé como dura e transformadora. Disse ter encontrado celas queimadas e um ambiente de extremo sofrimento, mas afirmou que o presídio mudou sua vida. Segundo ela, Tremembé oferece trabalho, estudo e segurança, sendo um local onde muitos detentos preferem permanecer.
Sandra Regina Ruiz Gomes, a Sandrão, voltou a falar sobre sua trajetória na Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, o presídio de Tremembé, onde cumpriu pena por mais de uma década. Em entrevista, ela descreveu o local com sinceridade crua, misturando relatos de terror e também de renascimento pessoal.
Segundo Sandrão, o início na unidade foi marcado por cenas que jamais esqueceu. “Ali era o fim”, relembrou, afirmando que as primeiras celas que conheceu estavam completamente destruídas. “Celas queimadas, pessoas se mataram ali”, disse, ao narrar o cenário encontrado nos primeiros dias de encarceramento.
Apesar do ambiente hostil e da rotina rígida, Sandrão afirma que Tremembé a transformou profundamente. “Mas Tremembé fez eu virar gente”, declarou, destacando que foi naquele presídio que encontrou regras, rotina e oportunidades — fatores que, segundo ela, foram determinantes para sua mudança pessoal.
A ex-presidiária também surpreendeu ao afirmar que muitos detentos se sentem mais seguros dentro de Tremembé do que fora dele. “Quem tá em Tremembé não quer sair de lá, lá a gente trabalha, estuda, vive em paz, ninguém vai te matar”, disse, reforçando que a unidade é vista como uma das mais organizadas e rígidas do país.
Hoje em liberdade condicional, Sandrão segue reconstruindo sua vida, mas não esquece o impacto que o presídio teve em sua história. Para ela, Tremembé foi, ao mesmo tempo, o fundo do poço e o ponto de virada.
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