O padrasto da menina de 11 anos morta em Serrana (SP) negou envolvimento no crime e forneceu amostras de sangue para confronto genético após sêmen ser encontrado no corpo da vítima. Douglas Junior Nogueira foi preso com base em depoimentos e um vídeo gravado por ele. A Polícia Civil aguarda laudos do IML e do IC para confirmar as causas da morte.

O delegado Marcelo Melo Garcia de Lima, de Serrana (SP). — Foto: Reprodução
O delegado Marcelo Melo Garcia de Lima, de Serrana (SP). — Foto: Reprodução

O padrasto da menina de 11 anos que morreu com suspeita de abuso sexual em Serrana (SP) negou qualquer envolvimento no crime durante depoimento à Polícia Civil. Douglas Junior Nogueira, de 32 anos, foi preso no sábado (15), na casa da mãe dele, em Santa Rosa de Viterbo (SP).

Segundo o delegado Marcelo Melo de Lima Garcia, o suspeito concordou voluntariamente em fornecer amostras de sangue para confronto com o material genético encontrado na vulva da criança pelo Instituto Médico Legal (IML).

A morte inicialmente foi tratada como suicídio, mas passou a ser investigada como estupro de vulnerável após médicos identificarem sêmen no corpo da menina e lesões no cérebro, conforme apuração da EPTV.

A polícia ainda aguarda laudos do IML e do Instituto de Criminalística (IC) para determinar as causas da morte. A prisão de Douglas foi pedida com base em depoimentos e um vídeo gravado por ele ao encontrar a menina desacordada — o conteúdo não foi divulgado.

“As investigações terão sequência. Não se pode ainda afirmar que o padrasto é o culpado pelo crime”, afirmou o delegado, destacando que os novos elementos serão decisivos para esclarecer o caso.

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