A Polícia Civil prendeu uma mulher em Nilópolis por armazenar e vender clandestinamente canetas emagrecedoras com tirzepatida. Maria Vanda tentou se livrar das caixas ao ver os policiais, mas foi flagrada. Na residência havia frascos do medicamento e seringas. O caso faz parte das investigações sobre comércio ilegal de Mounjaro e outros fármacos controlados, que representam risco direto à saúde pública.

De acordo com a Polícia Civil, agentes receberam a informação de que Maria Vanda comercializava e aplicava clandestinamente doses do remédio na residência dela — Foto: Reprodução
De acordo com a Polícia Civil, agentes receberam a informação de que Maria Vanda comercializava e aplicava clandestinamente doses do remédio na residência dela — Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, uma mulher suspeita de armazenar e comercializar clandestinamente canetas emagrecedoras feitas com tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro. A ação ocorreu após denúncias de que Maria Vanda Gonçalves do Nascimento Freitas aplicava ilegalmente doses do remédio em moradores da região.

De acordo com agentes da 57ª DP (Nilópolis), ao perceber a presença da polícia em sua residência, Maria tentou se desfazer rapidamente do material irregular. Ela começou a arremessar caixas de isopor contendo frascos do medicamento para o quintal do vizinho. Parte da equipe já estava posicionada nos fundos do imóvel e flagrou toda a movimentação, efetuando a prisão em flagrante.

Dentro da casa, os policiais encontraram diversos frascos do remédio, além de uma grande quantidade de seringas. Maria foi autuada por crime contra a saúde pública e permanece à disposição da Justiça.

A investigação continua para identificar como ela adquiriu o medicamento e quem são os demais envolvidos na cadeia criminosa. A polícia apura ainda se Maria fazia parte de uma organização estruturada voltada ao comércio clandestino de medicamentos controlados.

Operação Mounjaro

O caso se soma à Operação Mounjaro, realizada em junho, que investiga um esquema de importação e venda ilegal de remédios para emagrecimento no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa introduzia no país substâncias terapêuticas sem autorização dos órgãos reguladores, vendia os produtos sem prescrição médica e os aplicava de forma irregular.

As autoridades alertam que medicamentos como Mounjaro, Ozempic, Wegovy e Saxenda exigem rigoroso controle de armazenamento, transporte e aplicação, e só podem ser usados com prescrição e acompanhamento profissional. O uso clandestino representa risco direto à saúde pública, podendo causar efeitos adversos graves.

Em junho, a Anvisa aprovou o uso do Mounjaro — antes destinado apenas ao tratamento de diabetes tipo 2 — também para controle de peso em pessoas com obesidade ou sobrepeso com comorbidades. No mercado brasileiro, o preço varia entre R$ 1,7 mil e R$ 2,4 mil.

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