TJGO determinou o afastamento de um professor acusado de agredir um aluno em Quirinópolis. Decisão cita indícios de violência reiterada. O docente está proibido de ter contato com a vítima.
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou o afastamento do professor acusado de agredir um aluno com uma série de tapas dentro de uma sala de aula em Quirinópolis (GO), no final de outubro.
A decisão da juíza Adriana Maria dos Santos Queiróz de Oliveira, titular da Vara da Infância e Juventude da comarca de Quirinópolis saiu no último sábado (15), e divulgada nesta terça-feira (18).
A Justiça determinou que o município adote todas as providências administrativas adequadas para efetivar o afastamento do professor em até 48 horas. A identidade dele não foi divulgada.
“Ao analisar o pedido de urgência, a juíza Adriana Queiróz de Oliveira destacou a existência de fortes indícios de reiteração de condutas violentas, bem como os impactos psicológicos e emocionais sofridos pela vítima, descritos em relatório técnico emitido por equipe especializada”, divulgou o órgão.
Sequência de tapas
O professor foi proibido de ter contato com o aluno agredido, além de familiares e testemunhas do caso, com a possibilidade de ser penalizado com multas e demais sanções legais.
As agressões foram registradas por uma câmera de monitoramento da sala de aula, por volta das 11h40, no dia 29 de outubro. O caso aconteceu na Escola Municipal Militarizada Professora Zelsani. O estudante do sexto ano foi agredido com tapas na cabeça, nos braços e ombros.
Durante a repercussão do caso, a prefeitura de Quirinópolis afirmou que o professor estava em estágio probatório, afastado preventivamente de suas funções no colégio.
Agressões contra o aluno
Nas imagens, o professor aparece tropeçando em uma mochila no chão e, logo depois, se aproxima da mesa do estudante, batendo com força e iniciando as agressões. O aluno tenta se proteger com os braços antes de se afastar. Uma funcionária que estava na sala tenta conter o agressor.
Em nota, a direção da escola informou que todas as medidas administrativas foram tomadas e que o Conselho Tutelar e as autoridades competentes foram acionados.
