A Polícia Civil ouviu, nessa terça-feira (16), o homem que estava com a empresária Cláudia Cristina da Silva Fernandes (53), pouco antes de ela ser morta em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.

Marcelo (à esquerda) é suspeito da morte de Cláudia Cristina (à direita). (reprodução)
Marcelo (à esquerda) é suspeito da morte de Cláudia Cristina (à direita). (reprodução)

A Polícia Civil ouviu, nessa terça-feira (16), o homem que estava com a empresária Cláudia Cristina da Silva Fernandes (53), pouco antes de ela ser morta em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A testemunha (33), procurou a delegacia por iniciativa própria e relatou ter fugido ao ver Marcelo Fernandes (57), marido da vítima e principal suspeito do crime, chegar ao local e ameaçar a mulher. Marcelo, que estava foragido, se entregou à polícia.

Segundo a polícia, a identidade do depoente está sob sigilo. Ele afirmou ter ouvido um estrondo instantes depois de correr, som que o delegado Felipe Vivas considera compatível com o momento do atropelamento que provocou a morte da empresária.

A chegada de Marcelo ao local

A testemunha contou que estava no banco do carona enquanto Cláudia dirigia. Os dois conversavam havia alguns minutos quando perceberam a aproximação de outro veículo. Ao notar os faróis da caminhonete, Cláudia teria dito que se tratava de Marcelo.

O marido teria estacionado, se aproximado da janela e pronunciado a frase: “não falei que eu ia te pegar?”. Depois disso, retornou para a picape. Assustada, a empresária pediu que o acompanhante deixasse o carro e afirmou que conversaria com o marido. Ele fugiu logo em seguida e, minutos depois, ouviu o barulho associado ao atropelamento.

Relação entre vítima e testemunha

O homem relatou ter conhecido a empresária uma semana antes pelas redes sociais. Como ela viajaria nessa segunda-feira (17), decidiram se encontrar no sábado, no bairro IBC. Segundo seu depoimento, o encontro tinha caráter apenas amistoso.

De acordo com o delegado, Cláudia relatou ao homem que passava por um processo de separação e buscava alguém para conversar. A testemunha negou qualquer envolvimento amoroso e disse que apenas se abraçaram ao se cumprimentar.

Histórico de violência e andamento das investigações

A Polícia Civil informou que os celulares de Cláudia e Marcelo foram deixados em uma das empresas administradas pelo casal. As investigações também apontam que havia histórico de violência cometido por Marcelo contra a esposa, embora não existissem registros formais.

Marido se apresentou à polícia

De acordo com a defesa de Marcelo, o marido, que estava foragido, se apresentou à polícia. Contra ele, um mandado de prisão temporário estava em aberto. A Polícia Civil segue investigando o caso.

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