Buzeira teve mais um habeas corpus negado e seguirá preso no CDP IV de Pinheiros. O influenciador é investigado por lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional. A defesa afirma que a prisão é ilegal e baseada em fatos antigos, mas o TRF-3 rejeitou o pedido. A PF exibiu imagens da prisão na mansão em Igaratá.

Nova decisão da Justiça sobre prisão de Buzeira gera polêmica; entenda

Preso há mais de um mês, o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, permanecerá no Centro de Detenção Provisória IV de Pinheiros, em São Paulo. A Quinta Turma do TRF-3 negou, de forma unânime, mais um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Segundo informações divulgadas pela colunista Fábia Oliveira, os magistrados entenderam que a defesa não comprovou irregularidades que justificassem a revogação da prisão preventiva. Os advogados afirmam que a custódia é ilegal, viola a Constituição e contraria decisões do STJ.

A defesa sustenta que não há contemporaneidade nos fatos, que a fundamentação seria genérica e que mensagens antigas, de março de 2025, foram usadas indevidamente como justificativa. Eles afirmam que a Corte se baseou apenas em elementos ultrapassados e ignorou argumentos técnicos apresentados.

Buzeira, que acumula mais de 15 milhões de seguidores, teria usado sua imagem para operar transações suspeitas envolvendo rifas e apostas, além de movimentações relacionadas a veículos de luxo. A Polícia Federal afirma que os bens e o dinheiro usados nas promoções tinham origem criminosa.

O Fantástico exibiu imagens da prisão no domingo (19). Na mansão do influenciador em Igaratá (SP), agentes federais chegaram ao local por volta das 6h. Buzeira percebeu a movimentação, empunhou uma espingarda calibre 12 e, depois de breve tensão, se rendeu. A cena ocorreu na presença da esposa grávida e da filha de quatro anos.

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