O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou na noite de segunda-feira (17) de uma reunião reservada com o comandante do Exército, general Tomás Paiva, para tratar da iminente prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações foram divulgadas pela revista Veja.

Segundo a revista Veja, Moraes se reuniu com o general Tomás Paiva para tratar dos possíveis desdobramentos da prisão de Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação.
Segundo a revista Veja, Moraes se reuniu com o general Tomás Paiva para tratar dos possíveis desdobramentos da prisão de Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou na noite de segunda-feira (17) de uma reunião reservada com o comandante do Exército, general Tomás Paiva, para tratar da iminente prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações foram divulgadas pela revista Veja.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão em regime fechado, por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. O tribunal deve definir nos próximos dias como se dará o cumprimento da pena.

De acordo com a Veja, o encontro ocorreu no comando do Exército, onde Paiva já estava reunido com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Moraes foi chamado pelo general e se deslocou até o Setor Militar Urbano.

Durante a conversa, Tomás Paiva apresentou uma série de preocupações das Forças Armadas diante da aproximação das prisões dos condenados,  entre eles, Bolsonaro. O comandante relatou ao ministro que o Exército já prepara uma estrutura caso o STF decida que o ex-presidente deve cumprir a pena em uma instalação militar.

Paiva, no entanto, fez questão de frisar que não se tratava de um pedido, mas de uma comunicação institucional. “A decisão é de vocês”, teria afirmado ao ministro.

O general também sinalizou que o Exército teme um “espetáculo midiático” no momento da detenção, o que poderia gerar tensões dentro dos quartéis. Moraes ouviu as colocações e não teria antecipado decisões.

A reunião ocorreu em meio aos ajustes finais do Supremo para definir o formato das prisões dos envolvidos na tentativa de ruptura institucional.

 

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