Caminhoneiro que paralisou o Rodoanel por cinco horas admitiu ter inventado atentado com bomba. Ele simulou o ataque, que gerou congestionamento e mobilizou equipes especializadas, e agora deve responder por comunicação falsa e interdição de via.
Responsável por travar o Rodoanel Governador Mário Covas, na Grande São Paulo, por cerca de cinco horas, o caminhoneiro Dener Laurito dos Santos confessou ter inventado a história que viralizou em rede nacional, onde ele supostamente seria vítima de um atentado com bomba, que na realidade não existiu.
O caso aconteceu no dia 12 de novembro, e a nova versão foi dada pelo motorista à Polícia Civil após investigações que contradiziam o antigo relato. Segundo ele, o objetivo era “chamar atenção para a causa dos caminhoneiros”.
Caminhoneiro revela motivo de paralisação
Dener teria fabricado um artefato falso para simular uma bomba, além de quebrar o próprio para-brisa com uma pedra, encontrada no acostamento, na tentativa de justificar um ataque. Segundo o delegado Márcio Fruet, o caminhoneiro ainda amarrou as próprias mãos e permaneceu imóvel dentro da cabine para reforçar a narrativa.
Imagens gravadas por câmeras de segurança mostraram o motorista descendo do veículo para urinar instantes antes de provocar o bloqueio na Grande São Paulo.
A ação provocada por Dener provocou 44 quilômetros de congestionamento, durante paralisação no km 44 do Rodoanel, além de mobilizar o esquadrão antibombas.
Com a nova versão, o caminhoneiro deverá ser responsabilizado por comunicação falsa, interdição de via pública e criação de pânico ao simular um explosivo.
