Um policial militar de Londrina foi preso suspeito de assaltar um vendedor após marcar um encontro para comprar um tênis anunciado na internet. Segundo a vítima, o PM mostrou uma arma e levou perfumes e cosméticos que estavam no carro dela. O PM foi encontrado com os itens roubados e detido, mas vai responder em liberdade com uso de tornozeleira e outras restrições. A corregedoria da PM acompanha o caso, e a defesa afirma que a prisão é ilegal.

PM é preso após marcar encontro com vendedor para comprar tênis e roubar mercadorias
PM é preso após marcar encontro com vendedor para comprar tênis e roubar mercadorias

Um policial militar de Londrina, no norte do Paraná, foi preso suspeito de assaltar um vendedor após marcar um encontro para comprar um tênis anunciado na internet. Segundo a Polícia Militar, o agente que atua no 30º Batalhão e está há cerca de nove anos na corporação, mostrou uma arma à vítima e levou outras mercadorias que estavam no carro dela, como perfumes e cosméticos.

O encontro ocorreu na noite de terça-feira (18). A vítima afirmou que, ao chegar ao local combinado, próximo a um terminal da cidade, o PM verificou o porta-malas do seu veículo, alegou que os produtos eram roubados e se apropriou deles mediante ameaça. No carro usado pelo policial, a vítima viu um colete da corporação, o que confirmou que se tratava de um policial.

Após a denúncia, equipes da PM localizaram o suspeito em posse dos itens roubados. Ele foi detido e levado para um batalhão da corporação.

Justiça libera PM, mas impõe restrições

Na quarta-feira (19), a Justiça autorizou que o PM responda ao processo em liberdade, mas com medidas cautelares. Ele deve usar tornozeleira eletrônica, não pode sair de casa à noite nem em dias de folga, e deve manter distância mínima de 200 metros da vítima e de seus familiares. O policial também foi afastado das ruas e deve atuar apenas em serviços internos.

Segundo a PM, o veículo usado pelo policial era de um colega da mesma equipe, que havia sido preso no mesmo dia durante uma operação do Gaeco.

PM nega o crime

Em depoimento, o agente negou as acusações e afirmou que apenas foi verificar o tênis anunciado. Ele alegou que pretendia comunicar a equipe policial por suspeitar de receptação, e que as mercadorias teriam sido oferecidas pela própria vítima.

Questionado sobre por que não registrou um boletim de ocorrência se acreditava que os produtos eram ilícitos, o policial afirmou que estava aguardando a entrega de mais itens para acionar a viatura.

Caso na corregedoria

A PM informou que todos os dados do caso foram encaminhados à corregedoria. Se a versão da vítima for confirmada, o policial poderá responder a processo disciplinar e até ser excluído da corporação.

A defesa do PM sustenta que a prisão foi ilegal e espera que novas diligências autorizadas pela Justiça comprovem a inocência do cliente.

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