A esquerda comemorou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, ocorrida após violação da tornozeleira e risco de fuga apontado por Moraes. Parlamentares afirmaram que Bolsonaro seguia tensionando instituições e que a vigília convocada por Flávio Bolsonaro buscava intimidar STF e PF. Políticos como Lindbergh Farias, José Dirceu, José Guimarães e Talíria Petrone celebraram a medida como marco na responsabilização do ex-presidente.

Saiba detalhes do momento da prisão de Jair Bolsonaro e o trajeto até a PF (Foto: Agência Senado)
Saiba detalhes do momento da prisão de Jair Bolsonaro e o trajeto até a PF (Foto: Agência Senado)

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada na madrugada deste sábado (22), gerou forte reação de políticos de esquerda, que celebraram nas redes sociais a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para parlamentares do campo progressista, a medida representa o início da responsabilização do ex-mandatário pela tentativa de golpe de Estado e pela desestabilização institucional promovida desde 2022.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), defendeu a prisão afirmando que, mesmo em regime domiciliar, Bolsonaro “seguia atuando politicamente para tensionar o ambiente e pressionar instituições”. Segundo ele, a convocação da vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscava criar um clima de intimidação ao STF e à Polícia Federal, além de reforçar riscos de desestabilização — incluindo a possibilidade de aglomeração armada para impedir o cumprimento da prisão definitiva.

A decisão de Moraes cita ainda que a tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro foi violada por volta de 0h08 deste sábado. Para o ministro, o episódio indica intenção de fuga, possivelmente facilitada pela movimentação de apoiadores convocados para o condomínio onde o ex-presidente vive. O ministro destacou também o risco de o ex-chefe do Planalto tentar asilo político em alguma embaixada.

A prisão, entretanto, não é o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses imposta pelo STF pela tentativa de golpe de Estado — o caso ainda aguarda análise dos recursos. Bolsonaro foi preso por descumprimento de medidas cautelares e risco concreto à ordem pública.

Figuras históricas do PT também se pronunciaram. O ex-ministro José Dirceu afirmou que a prisão representa “um recomeço para o Brasil” e destacou que “o chefe da tentativa de golpe está preso”.

O deputado Túlio Gadelha (Rede-PE) ironizou a participação dos filhos do ex-presidente nos episódios que levaram às decisões judiciais. “Eduardo garantiu a tornozeleira eletrônica, Flávio garantiu a prisão preventiva”, escreveu, lembrando que Bolsonaro já estava em prisão domiciliar devido a um processo envolvendo investigações sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o país vive “um momento histórico” e declarou que “quem atacou a democracia vai pagar por isso”. Já a líder do PSOL na Câmara, Talíria Petrone (RJ), comemorou a notícia logo ao amanhecer: “O Brasil sorri. GRANDE DIA”.

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