Um homem de 51 anos, chefe de uma quadrilha que aplicou um golpe de R$ 3 milhões nos próprios pais idosos, foi preso no Aeroporto de Natal dentro de um avião. A prisão, que faz parte da Operação Quarto Mandamento, ocorreu em ação conjunta da PC e PF. O grupo, que incluía uma mulher que prometia uma falsa “herança bilionária” aos idosos, morava com as vítimas em um condomínio de luxo.

Homem é preso ainda em avião após aplicar golpe de R$ 3 milhões nos próprios pais (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Homem é preso ainda em avião após aplicar golpe de R$ 3 milhões nos próprios pais (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Um homem de 51 anos, suspeito de liderar um golpe de cerca de R$ 3 milhões contra os próprios pais idosos, foi preso nesta sexta-feira (22) no Aeroporto Internacional de Natal. Ele estava foragido e foi detido dentro de uma aeronave logo após o pouso, após ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Federal.

Contra o suspeito, havia um mandado de prisão preventiva em aberto. De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo causado aos pais passa de R$ 3 milhões, resultado de uma série de golpes articulados pelo investigado e seus comparsas.

Investigações

A investigação aponta que o homem era o chefe do grupo responsável pelo crime. Outros quatro envolvidos já haviam sido presos em setembro deste ano, quando a polícia desarticulou parte da quadrilha durante a Operação Quarto Mandamento, coordenada pela Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD) da capital potiguar.

Entre os presos, está uma mulher considerada peça-chave no esquema. Segundo a polícia, ela convencia o casal de idosos de que receberia uma herança bilionária, justificando constantes pedidos de dinheiro para supostos custos até a liberação desse valor, que nunca existiu.

Com o tempo, o grupo passou a morar com o casal em um condomínio de alto padrão no bairro de Candelária, Zona Sul de Natal, aproveitando o conforto bancado com o dinheiro das vítimas. A quadrilha também abriu contas bancárias em nome dos idosos e realizou várias transações sem autorização, conforme informou a Polícia Civil.

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