A Polícia Federal prendeu um casal suspeito de produzir e vender vídeos de extrema violência contra animais para estrangeiros. A denúncia veio de uma ONG da Bulgária, e o material, descrito como chocante, mostrava diversos animais sendo mortos de forma brutal. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, enquanto especialistas defendem mudanças na legislação para punir também quem consome esse tipo de conteúdo.
A Polícia Federal prendeu um casal suspeito de integrar uma rede internacional de produção e venda de vídeos de extrema violência contra animais. A identidade dos envolvidos não foi revelada, mas, segundo as investigações, eles gravavam cenas de maus-tratos, tortura e até mortes para comercializar o material para compradores estrangeiros. A prisão foi no último sábado (22).
A denúncia chegou ao Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, que recebeu informações de uma ONG da Bulgária sobre a circulação de vídeos criminosos ligados a uma organização já investigada no país europeu. De acordo com o O Globo, alguns integrantes do grupo no exterior já haviam sido identificados.
A diretora jurídica do Fórum Animal, Ana Paula Vasconcelos, classificou o conteúdo como “muito chocante” e afirmou que o material atendia a um tipo de fetiche. Entre as violências registradas estariam práticas extremas, como o esmagamento e enforcamento de um filhote de gato por pés femininos. Porquinhos-da-índia, pintinhos, coelhos e galinhas também teriam sido mortos de formas brutais.
Em nota, a PF informou que o casal produzia, comercializava e compartilhava os vídeos. As diligências seguem com a análise do material apreendido para identificar outros participantes da rede e responsabilizar todos os envolvidos por crimes que violam a dignidade animal e princípios básicos de humanidade.
Ana Vasconcelos ainda destacou a necessidade de mudanças na legislação brasileira para punir também quem consome esse tipo de conteúdo. “Quem consome esse tipo de material não é punido. É uma coisa muito absurda”, afirmou.
