Um homem de 42 anos, identificado como Manoel Nascimento Silvano, foi executado com pelo menos 65 tiros na noite de segunda-feira (24), em Florianópolis, Santa Catarina. As investigações iniciais apontam que o homicídio teria sido motivado por vingança de uma facção criminosa.
Um homem de 42 anos, identificado como Manoel Nascimento Silvano, foi executado com pelo menos 65 tiros na noite de segunda-feira (24), em Florianópolis, Santa Catarina. As investigações iniciais apontam que o homicídio teria sido motivado por vingança de uma facção criminosa.
Segundo informações do Jornal Razão, Manoel, conhecido como “Manu”, teria sido morto a mando de um integrante de um grupo que domina a região de Nova Descoberta, após uma suposta “difamação” contra lideranças da facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC).
Uma espécie de “sentença” passou a circular em grupos de WhatsApp ligados à organização. No comunicado, os criminosos afirmam que “optaram por dar o RG”, gíria para execução, em Manu por ele estar “falando mal da nossa honrosa ADM”.
Um trecho do texto, obtido pelo Razão, reforça o teor disciplinar:
“Não aceitaremos que fale mal da nossa ADM.”
Outro trecho do comunicado diz:
“Chegou uma ideia na nossa ADM ref. nosso ex-ir Manu, onde o mesmo há tempo vem falando da nossa honrosa ADM, sendo que nunca fez nada pra melhoria do nosso partido, e mais uma vez chegou ao conhecimento que ele estava falando das nossas lideranças. Com isso optamos em dar o RG do mesmo.”
Dia do crime
Conforme relatado por familiares, Manoel estava jantando em casa quando saiu dizendo que retornaria em poucos minutos. Minutos depois, tiros foram ouvidos e vizinhos encontraram o corpo na rua.
Informações preliminares indicam que os autores seriam membros da mesma facção e que teriam utilizado um Honda Fit escuro para realizar a emboscada. O local foi isolado pela Polícia Militar, que acionou a Polícia Científica, a Delegacia de Homicídios e o SAMU Bravo 03, que confirmou o óbito.
Investigação
Manoel tinha passagens policiais por tráfico de drogas, violência doméstica e ameaça. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. A Polícia Científica recolheu vestígios da cena e equipes de inteligência monitoram possíveis movimentações de retaliação e novas mensagens em grupos associados ao crime.
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