Adir de Oliveira Mariano, morto após a explosão de grandes proporções no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, seria um dos alvos da operação deflagrada nesta terça-feira (25) contra a fabricação e soltura ilegal de balões no estado. No momento do acidente, ocorrido em 11 de novembro, ele estava dentro de casa e foi lançado para fora com o impacto da explosão, morrendo no local. Ao menos dez pessoas ficaram feridas e imóveis, prédios e veículos foram danificados.
Segundo a polícia, o imóvel era usado como ponto de venda de balões e fogos de artifício, além de possível espaço de fabricação dos artefatos. Adir tinha cinco passagens por transporte irregular de inflamáveis e armazenamento ilícito de fogos.
A operação desta terça-feira, conduzida pela Polícia Militar Ambiental em parceria com o Ministério Público, mira crimes cibernéticos e influenciadores que produzem e lucram com conteúdos que incentivam a confecção e soltura de balões. Após seis meses de investigação, 28 suspeitos foram identificados — entre eles produtores de conteúdo digital que monetizavam vídeos e postagens sobre o crime ambiental.
Soltar balões é crime
A soltura de balões é considerada crime no Brasil por oferecer risco de incêndio, danos ambientais e perigos à aviação. A Operação Bancada mobiliza 158 policiais e 44 viaturas para cumprir mandados de busca e apreensão em várias regiões do estado.
A Justiça determinou também a suspensão e o congelamento de contas e páginas usadas pelos investigados para divulgar e lucrar com os conteúdos relacionados à prática criminosa.
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