Ana Castela voltou a falar abertamente sobre a relação com suas orelhas e revelou que, mesmo após ter realizado uma otoplastia, ainda utiliza cola na região para disfarçar a projeção.
Ana Castela voltou a falar abertamente sobre a relação com suas orelhas e revelou que, mesmo após ter realizado uma otoplastia (cirurgia que remodela e posiciona as orelhas), ainda utiliza cola na região para disfarçar a projeção.
A cantora contou que já foi alvo de bullying por conta do formato auricular, e que o resultado do procedimento não se mostrou definitivo. A declaração reacendeu discussões sobre casos em que a orelha pode voltar a se projetar mesmo depois da cirurgia corretiva.
A otoplastia é indicada para reposicionar a orelha e reduzir sua projeção em relação à cabeça. No entanto, segundo o cirurgião plástico Carlos Tagliari, em entrevista ao portal Metrópoles, a chamada recidiva (quando a orelha volta a abrir) é uma possibilidade que pode ocorrer em alguns pacientes.
Cartilagem pode tentar retornar ao formato original
De acordo com o especialista, a cirurgia remodela a cartilagem, mas cada organismo responde de forma diferente ao procedimento. Ele explica que alguns casos apresentam uma espécie de memória da cartilagem, que busca retomar sua forma original ao longo do tempo.
Segundo Tagliari, fatores como rigidez da cartilagem, grau de projeção inicial e técnica cirúrgica aplicada interferem diretamente no resultado a longo prazo. Quanto mais rígida for a cartilagem ou maior o descolamento necessário para a correção, maior é o risco de reabertura.
Pós-operatório influencia no resultado final
O cirurgião também destaca que o comportamento do paciente no período de recuperação tem impacto significativo. Dormir sobre a orelha operada, não utilizar as orientações médicas adequadamente ou descuidar do repouso podem comprometer a sustentação da nova posição.
Ele ressalta que a escolha correta da técnica cirúrgica, adequada ao formato da orelha de cada paciente, é fundamental para reduzir as chances de retorno da projeção, embora não exista garantia absoluta.
Nova cirurgia nem sempre é necessária
Carlos Tagliari afirma que, mesmo com a técnica apropriada, alguns organismos podem reagir de maneira imprevisível. Apesar de a otoplastia apresentar alto índice de satisfação, há casos em que a recidiva ocorre ao longo dos anos.
Quando isso acontece, ele recomenda uma nova avaliação médica. Nem sempre é preciso refazer todo o procedimento, já que pequenas correções podem resolver o problema. O mais importante, segundo o especialista, é compreender a causa da recidiva antes de optar por uma nova intervenção.
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