Giovane Correa Mayer, de 21 anos, preso em Florianópolis após confessar o assassinato por estrangulamento da professora de inglês e pós-graduanda da UFSC, Catarina Kasten, é agora também suspeito de ter estuprado uma idosa em 2022. A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) confirmou que reabriu o inquérito sobre o estupro, que havia sido arquivado e ocorreu quando Mayer tinha 17 anos. O assassinato de Catarina ocorreu na trilha da Praia do Matadeiro, e o laudo pericial indicou asfixia e indícios de agressão sexual, levando a comunidade, colegas e a UFSC a protestarem contra a violência e pedirem rigor na apuração.
O homem que matou a professora de inglês Catarina Kasten em Florianópolis agora suspeito de um estupro ocorrido em 2022, contra uma idosa na capital catarinense. Giovane Correa Mayer, de 21 anos confessou o crime na última sexta-feira (21).
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) confirmou que o inquérito sobre o estupro, que havia sido arquivado sem a identificação de um culpado, será reaberto após a prisão de Mayer. Na época do crime, Giovane tinha 17 anos. Ele chegou a ser ouvido pela polícia como testemunha na ocasião, mas as investigações foram encerradas. A reabertura do caso conecta o suspeito a dois inquéritos.
Catarina Kasten, pós-graduanda na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desapareceu na manhã de sexta-feira (21), após sair de casa por volta das 6h50, com destino à Praia do Matadeiro. Seu companheiro notou a ausência e iniciou as buscas. Perto do meio-dia, objetos da professora foram encontrados na trilha de acesso à praia, e a Polícia Militar foi acionada.
Após a prisão, Giovane Correa Mayer confessou o crime. A professora foi atacada na trilha que leva à praia. O laudo pericial confirmou que Catarina morreu devido à asfixia por estrangulamento e apontou indícios de que ela foi vítima de agressão sexual.
Trajetória e Repercussão
Catarina Kasten era formada em Letras Inglês e pós-graduanda em estudos linguísticos e literários na UFSC. Ela era professora e pesquisadora, com planos de doutorado. Antes, estudou Engenharia de Produção e participou do Centro Acadêmico do curso.
O caso levou a uma mobilização na comunidade. No sábado (22), amigas, colegas e moradoras de Florianópolis refizeram o trajeto da trilha em um protesto que reuniu dezenas de mulheres. O ato denunciou o feminicídio, pediu por segurança e justiça. A UFSC divulgou uma nota lamentando a morte, repudiando a violência contra mulheres e solicitando apuração.
Até o momento, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) não confirmou se o inquérito foi recebido e se Giovane Correa Mayer já foi denunciado formalmente.