A Procuradoria-Geral de Justiça manteve o arquivamento do caso em que Juliana Oliveira acusa Otávio Mesquita de estupro por um episódio de 2016. A ex-assistente de palco pediu a retomada das investigações, mas o MP concluiu que não há novos elementos que indiquem crime. No campo cível, Mesquita processa Juliana por danos morais.
A coluna Fábia Oliveira, do Portal Metrópoles, revelou novas informações sobre o caso envolvendo a acusação de estupro feita por Juliana Oliveira contra o apresentador Otávio Mesquita. A ex-assistente de palco do The Noite, do SBT, protocolou em 27 de março de 2025 uma representação criminal no Ministério Público de São Paulo, pedindo a reabertura do caso referente a um episódio do programa exibido em 25 de abril de 2016.
Para relembrar, a 4ª Promotoria de Justiça de Osasco havia decidido arquivar o inquérito que investigava Mesquita, entendendo que não existiam provas suficientes para caracterizar o crime. Embora tenha considerado a conduta do apresentador inadequada, o promotor responsável afirmou não ter identificado elementos de violência ou dolo.
Pedido de reabertura e nova decisão
Inconformada com o arquivamento, Juliana Oliveira solicitou a revisão da decisão. No entanto, no dia 12 de novembro, a Procuradoria-Geral de Justiça manteve o arquivamento, reforçando a conclusão inicial de que não havia elementos suficientes para configurar estupro.
No documento, o procurador destacou que não houve ilegalidade na decisão anterior e classificou o pedido de Juliana como “mero inconformismo”, já que a denunciante não apresentou novas provas que justificassem a reavaliação dos fatos. Ele ressaltou ainda compreender a revolta da ex-assistente de palco, mas apontou que tecnicamente o arquivamento foi correto.
Disputa no campo cível continua
Mesmo com o caso criminal encerrado, a disputa entre os dois segue acirrada na esfera cível. Otávio Mesquita abriu um processo contra Juliana Oliveira e pede uma indenização de R$ 50 mil por danos morais, alegando prejuízos à sua imagem provocados pela repercussão pública das acusações.
Relembre o episódio de 2016
A denúncia de Juliana envolve um momento ocorrido durante a gravação de um programa em 2016. Segundo ela, Mesquita, fantasiado e descendo de ponta-cabeça do palco, teria tocado suas partes íntimas. No relato, a ex-assistente afirma ter reagido com tapas e chutes diante de mais de cem pessoas que estavam presentes no estúdio. A cena repercutiu amplamente nas redes sociais, o que motivou o pedido de investigação anos depois.
Com a nova decisão da Procuradoria-Geral de Justiça, o caso permanece arquivado, mas as disputas judiciais entre Juliana Oliveira e Otávio Mesquita seguem em andamento na esfera cível.
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