O rombo financeiro dos Correios chegou a R$ 6 bilhões até setembro, praticamente triplicando o déficit registrado no mesmo período de 2024. A piora no caixa ocorre diante da queda de receitas, aumento das despesas operacionais e novas obrigações judiciais e trabalhistas. Para evitar um colapso na estatal, o governo negocia um empréstimo de R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos públicos e privados, com garantia do Tesouro Nacional. O recurso deve ser liberado em parcelas, a primeira ainda em dezembro, e o pagamento será feito em até 15 anos.
Os Correios enfrentam uma das piores crises financeiras de sua história. O prejuízo acumulado da estatal chegou a R$ 6 bilhões até setembro, praticamente três vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o déficit era de R$ 2,1 bilhões. Os dados constam nas demonstrações contábeis do terceiro trimestre, aprovadas nesta sexta-feira (28) pelo conselho de administração.
Segundo relatos feitos à CNN Brasil, a piora no balanço é resultado da combinação entre queda de receitas, aumento das despesas operacionais e o impacto de obrigações judiciais e trabalhistas, que pressionaram ainda mais o caixa da empresa.
Diante do cenário crítico, avançam as negociações para que um empréstimo de R$ 20 bilhões, garantido pelo Tesouro Nacional, seja fechado na próxima semana. A operação envolve um pool de bancos públicos e privados e é tratada pelo governo como essencial para evitar um colapso nos serviços prestados pelos Correios.
A estratégia prevê que o valor seja liberado em duas ou mais parcelas, evitando que recursos elevados fiquem parados no caixa da estatal pagando juros. A primeira tranche, de R$ 20 bilhões, deve ser liberada ainda em dezembro. O financiamento terá carência e será pago integralmente em 15 anos.
Apesar das dificuldades, interlocutores afirmam que a diretoria dos Correios tenta negociar condições mais vantajosas antes da assinatura final. No governo, o diagnóstico é de que a situação da estatal é “muito ruim” e seguirá pressionando as contas públicas, especialmente a partir de 2026.
