O policial penal Ed Alves, que atuava no Presídio do Roger, descreveu a morte de “Vaqueirinho” como uma “tragédia anunciada” devido à ausência de assistência especializada. O agente relatou que o jovem, que tinha o raciocínio comparável ao de uma criança, não possuía acompanhamento psiquiátrico nem amparo familiar na prisão. Ed Alves contextualizou o histórico de pequenos furtos do rapaz como resultado da negligência social e institucional em fornecer o tratamento adequado para sua condição.

Vaqueirinho já esteve preso no Presídio do Roger, mesma penitenciária que está Hytalo Santos || Reprodução: Redes Sociais
Vaqueirinho já esteve preso no Presídio do Roger, mesma penitenciária que está Hytalo Santos || Reprodução: Redes Sociais

Em depoimento nas redes sociais após a morte de Gerson de Melo Machado, o “Vaqueirinho“, o policial penal Ed Alves, que atua no Presídio do Roger na Paraíba, a mesma unidade penitenciária que Hytalo Santos, onde o jovem esteve detido, descreveu a situação como uma “tragédia anunciada“.

Segundo Ed Alves, o rapaz não possuía tratamento nem acompanhamento psicológico adequado dentro da unidade prisional. O policial relatou que o raciocínio de Vaqueirinho era comparável ao de uma criança de cinco anos de idade, sendo constantemente necessário o uso de “trocas” simples, como um bombom ou outro item de pequeno valor, para evitar rebeliões ou descontrole, evidenciando a fragilidade de seu quadro mental.

Assista o vídeo: 

O policial penal destacou a ausência de amparo familiar e social, ressaltando que Vaqueirinho precisava de uma atenção muito maior do que a estrutura prisional ou a sociedade lhe ofereciam. Conforme Ed Alves, a avó do jovem declarou não ter condições de assumir sua guarda e os cuidados necessários, enquanto o pai demonstrou recusa em acolhê-lo.

O policial reconheceu as dificuldades da sociedade em reintegrar pessoas em situação de vulnerabilidade, lembrando que a maioria dos crimes de Vaqueirinho era de pequenos furtos e danos ao patrimônio.

Ao comentar o histórico criminal de Gerson de Melo Machado, Ed Alves fez questão de frisar que sua intenção não era “romantizar o crime“, mas sim contextualizar a situação de um jovem que foi vítima da falta de assistência especializada.

O relato do policial penal reforça que a trágica morte no zoológico, onde o jovem foi fatalmente atacado por uma leoa após invadir o recinto, foi o desfecho extremo de uma vida marcada pela negligência das autoridades em prover o tratamento psiquiátrico adequado para sua condição.

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