O delegado da Polícia Civil do Paraná e deputado federal Matheus Laiola ironizou, nas redes sociais, a morte de um jovem de 19 anos atacado por uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa, na manhã deste domingo (30). A vítima, Gerson de Melo Machado, acumulava mais de dez registros policiais por delitos de menor gravidade.
O delegado da Polícia Civil do Paraná e deputado federal Matheus Laiola ironizou, nas redes sociais, a morte de um jovem de 19 anos atacado por uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa, na manhã deste domingo (30). A vítima, Gerson de Melo Machado, acumulava mais de dez registros policiais por delitos de menor gravidade.
Conhecido como “Vaqueirinho”, Gerson havia sido preso duas vezes no mesmo dia na semana anterior: primeiro por tentar danificar caixas eletrônicos; depois, por arremessar uma pedra contra uma viatura da Polícia Militar, quebrando o vidro traseiro. Em uma publicação no Instagram, destacando o histórico criminal do rapaz, Laiola comentou de forma irônica: “Espero que a leoa esteja bem”.
Com mais de seis milhões de seguidores somando todas as plataformas, o delegado costuma se posicionar como defensor da proteção animal. Ele também divulgou a notícia sobre a morte em seus perfis, afirmando que tragédias como essa acontecem quando “seres humanos ignoram limites básicos de segurança”. No mesmo texto, declarou solidariedade à família e questionou, “Quem você acha que foi o ‘animal’ dessa situação?”
A entrada de Gerson na jaula foi tratada pela Prefeitura de João Pessoa como um ato deliberado. O jovem escalou uma parede de mais de seis metros para acessar a área restrita. O parque foi fechado após o ataque para perícia e retirada do corpo. Investigadores não descartam a hipótese de suicídio.
Gerson tinha diagnóstico de esquizofrenia e era acompanhado pelo Conselho Tutelar desde a infância. Ele e os irmãos foram retirados da mãe, também diagnosticada com esquizofrenia, mas apenas ele não foi adotado.
A conselheira tutelar Verônica Oliveira relata que o jovem sonhava em “domar leões na África” e chegou a ser encontrado escondido no trem de pouso de um avião, acreditando que chegaria ao continente africano. Gerson passou por abrigos, centros socioeducativos e acumulou diversas ocorrências desde cedo.
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