A família de Elton Francisco de Araújo Cardoso, de 23 anos, vive dias de incerteza após o jovem desaparecer durante uma missão militar na guerra entre Ucrânia e Rússia. O maranhense, fuzileiro naval, viajou para a Europa em maio, mas disse aos parentes que estaria vivendo na Polônia. Só mais tarde, eles descobriram que ele havia se juntado às forças ucranianas.

Familiares afirmam que Elton Cardoso mantinha contato diário antes de parar de responder mensagens no fim de novembro. Foto: Divulgação.
Familiares afirmam que Elton Cardoso mantinha contato diário antes de parar de responder mensagens no fim de novembro. Foto: Divulgação.

A família de Elton Francisco de Araújo Cardoso, de 23 anos, vive dias de incerteza após o jovem desaparecer durante uma missão militar na guerra entre Ucrânia e Rússia. O maranhense, fuzileiro naval, viajou para a Europa em maio, mas disse aos parentes que estaria vivendo na Polônia. Só mais tarde, eles descobriram que ele havia se juntado às forças ucranianas.

Segundo a irmã, a advogada Hane Letícia Araújo, Elton falava diariamente com a mãe por mensagens e enviava fotos em tempo real, dizendo que estava tudo bem. No entanto, em 25 de novembro, as respostas simplesmente cessaram. Antes disso, no dia 24, ele ainda havia dado bom-dia.

Após tentativas frustradas de contato, amigos que também estiveram na guerra buscaram informações. No início desta semana, a família recebeu um documento da Unidade Militar A3449 notificando a Embaixada do Brasil em Kiev sobre o desaparecimento de Elton durante uma missão em Stepnohorsk.

Embora o comunicado oficial fale apenas em desaparecimento, familiares dizem ter recebido relatos de pessoas que estavam no combate afirmando que Elton teria sido morto e que o corpo estaria em poder de militares russos. Eles reclamam da falta de orientação sobre os próximos passos e dizem que não sabem como proceder para confirmar a morte ou reivindicar o corpo.

Descrito como apaixonado pelas Forças Armadas, Elton sonhava em atuar em zonas de conflito. O Ministério das Relações Exteriores confirmou que acompanha o caso e que a embaixada brasileira na Ucrânia presta assistência aos parentes.

Foto: Divulgação.

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