Parlamentares da oposição cobram o acesso ao relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que prevê a redução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro para 2 anos e quatro meses. Atualmente, o réu cumpre pena de 27 anos por integrar o núcleo da trama golpista.
Parlamentares da oposição cobram o acesso ao relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que prevê a redução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro para 2 anos e quatro meses. Atualmente, o réu cumpre pena de 27 anos por integrar o núcleo da trama golpista.
A ausência do texto oficial tem travado as negociações e ampliado o impasse em torno da proposta que altera as punições dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
De acordo com informações reveladas pelo R7, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, afirma que, apesar de defender que o projeto seja votado ainda neste ano, não recebeu o relatório da proposta. Ele acusa interferência externa e pressiona Paulinho a liberar o conteúdo.
“Eu acho que ele [Paulinho] precisa ter a boa vontade de desinterditar o debate. O que não está confortável é um projeto como esse, tão importante para todos nós, não poder ser votado porque, teoricamente, há uma interdição de um outro Poder aqui no Senado e na Câmara”, afirmou.
O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) concordou com a fala do senador e disse que o partido não recebeu nenhuma atualização de Paulinho, mesmo após conversas iniciais.
“A gente não viu, de fato, nada por escrito. Na verdade, ficou tudo ao vento. Então, não tem nada. A gente não viu realmente a relatoria dele”, comentou.
Desde setembro, Paulinho da Força é relator do projeto que originalmente previa anistia ampla aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, mas que foi modificado por ele para tratar apenas da dosimetria das penas, reduzindo o tempo de condenação sem extinguir os crimes.
O deputado afirmou à RECORD, nesta semana, que a tramitação só avançará se o PL aceitar sua proposta sem alterações. “Ou eles aceitam o texto que eu organizei — que retira todo mundo da cadeia e reduz a pena do Bolsonaro para 2 anos e quatro meses — e votam apenas o meu texto; ou não tem acordo e não tem votação”, declarou.
Apesar da incerteza sobre o relatório, Marinho disse estar confiante de que o texto será votado ainda neste ano, seja na Câmara ou no Senado.
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