Cientistas poloneses revelaram o rosto de uma mulher apelidada de Zosia, enterrada há cerca de 400 anos no norte do país.

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Cientistas poloneses revelaram o rosto de uma mulher apelidada de Zosia, enterrada há cerca de 400 anos no norte do país. A reconstrução facial, concluída após análises realizadas desde a descoberta do esqueleto em 2022, reacendeu o interesse por práticas funerárias associadas a crenças populares do século 17.

Enterro incluía objetos usados como proteção mágica

O corpo foi encontrado com um cadeado preso ao pé e uma foice de ferro posicionada na altura do pescoço. Esses objetos eram utilizados como forma de impedir que o indivíduo retornasse como um morto-vivo, segundo crenças difundidas na época. A combinação dos itens chamou a atenção dos pesquisadores e levou à hipótese de que Zosia tenha sido considerada uma ameaça sobrenatural pela comunidade onde vivia.

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Tecnologia moderna permitiu reconstrução detalhada

A reconstrução facial foi conduzida por arqueólogos e cientistas que utilizaram impressão 3D para criar uma réplica precisa do crânio da jovem. A partir dele, especialistas aplicaram modelagem em argila para definir musculatura e pele. Informações genéticas obtidas por meio de análise de DNA foram usadas para estimar características físicas e ascendência.

Os estudos indicam que Zosia tinha entre 18 e 20 anos no momento da morte. O resultado do trabalho fornece não apenas uma imagem realista de seu rosto, mas também elementos que ajudam a contextualizar seu modo de vida e o ambiente sociocultural da época.

Práticas raras refletiam medo e desconhecimento

Objetos como a foice e o cadeado não eram comuns em sepultamentos poloneses do século 17. Esses elementos costumavam ser reservados a pessoas que despertavam receio na comunidade. Pesquisadores avaliam a hipótese de que Zosia pudesse apresentar alguma condição médica não compreendida na época, podendo ter sido vista como amaldiçoada ou perigosa.

O folclore local sustentava que mortes trágicas ou consideradas incomuns poderiam gerar a volta do indivíduo como uma figura maligna. Por isso, algumas comunidades recorriam a medidas consideradas protetivas, que buscavam impedir qualquer retorno simbólico ou espiritual.

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