O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (7) que sua pré-candidatura ao Planalto nas eleições de 2026 pode ser retirada, desde que uma condição seja atendida. Segundo ele, existe um “preço” político para deixar a disputa.

Foto: Reprodução / Agência Brasil.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (7) que sua pré-candidatura ao Planalto nas eleições de 2026 pode ser retirada, desde que uma condição seja atendida. Segundo ele, existe um “preço” político para deixar a disputa.

“Há uma possibilidade de eu não seguir até o fim. Eu tenho um preço para isso, que pretendo negociar. Só vou detalhar amanhã”, declarou Flávio após participar de um culto evangélico em Brasília.

Questionado sobre qual seria essa contrapartida, o parlamentar indicou que a pauta envolve a votação de um projeto de anistia aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. A proposta beneficiaria diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso desde o fim de novembro.

“Espero que a anistia seja colocada em votação nesta semana. Que os presidentes da Câmara e do Senado cumpram o que foi prometido e coloquem o tema no plenário, para que a gente decida no voto”, disse. Ao ser perguntado se a aprovação da anistia seria suficiente para desistir da disputa, respondeu: “Não é só isso, mas está caminhando.”

Jair Bolsonaro e outros seis integrantes do chamado “núcleo crucial” do plano golpista foram condenados pelo STF em setembro e começaram a cumprir pena no último dia 25. A escolha de Flávio como pré-candidato foi anunciada pelo próprio senador, que afirmou ter recebido a missão do pai. Após o anúncio, lideranças do PL declararam apoio ao nome.

Flávio também afirmou que, caso siga até o fim da corrida presidencial, pretende apresentar uma imagem diferente. “Será um Bolsonaro mais moderado, que conhece Brasília, a política e que quer pacificar o país”, afirmou.

Nesta segunda-feira (8), o senador disse que terá uma reunião com dirigentes do PL, do União Brasil e do Progressistas, além de convidar o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira. O objetivo, segundo ele, é ouvir as siglas e avaliar os próximos passos, sobretudo diante da preferência de parte do Centrão pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

“Foi uma novidade que surpreendeu muita gente. Reconheço que não era o cenário esperado pela maioria dos atores políticos”, completou.

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