O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) declarou, durante discurso na tribuna da Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (10), que teve vontade de agredir colegas parlamentares, mas decidiu se conter em respeito aos eleitores que o conduziram ao cargo.

Deputado do PL afirma que teve 'vontade de encher de porrada' colegas na Câmara (Foto: Reprodução)
Deputado do PL afirma que teve 'vontade de encher de porrada' colegas na Câmara (Foto: Reprodução)

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) declarou, durante discurso na tribuna da Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (10), que teve vontade de agredir colegas parlamentares, mas decidiu se conter em respeito aos eleitores que o conduziram ao cargo.

Segundo ele, “tão lá movimentando aqueles militantes para vir aqui te ofender, te xingar, criar um problema com você. Eles querem que você perca o seu mandato porque você, justificadamente, pôs a mão na cara de um daqueles lixos. Então, senhor presidente, da mesma forma que eu exerço o autocontrole quando fica aquele comportamento de provocação, aquilo ali, eu me controlo faz três anos, e vou continuar me controlo”, afirmou.

O deputado bolsonarista prosseguiu: “Em favor de quem? Dos 72.156 paulistas que depositaram a confiança em mim. É por eles, não é por mim. A minha vontade era de encher de porrada, mas não o faço. Não o faço, por justiça a quem eu represento. Muito obrigado, presidente. Vamos votar pela cassação de Glauber Braga”.

A declaração repercutiu negativamente nas redes sociais. Ainda assim, em sua conta no Instagram, Bilynskyj reforçou que não se arrepende do que disse: “Seguindo a lógica, eu tenho direito! Não o faço por respeito aos meus eleitores do Estado de São Paulo”.

O discurso ocorreu durante uma sessão deliberativa que discutia o caso do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que responde a um processo no Conselho de Ética por agressão a um integrante do MBL em junho de 2024. Na sessão desta quarta-feira (10), alguns parlamentares apresentaram um relatório alternativo sugerindo suspensão por seis meses, embora versões mais severas ainda possam ser votadas.

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