Putin falou por telefone com Maduro nesta quinta (11) e reafirmou apoio russo à Venezuela diante da crescente tensão com os EUA. Os líderes discutiram ampliar projetos econômicos e energéticos. A Rússia já vinha se posicionando em defesa de Maduro após a ofensiva de Trump. Nos últimos dias, os EUA interceptaram um petroleiro e enviaram caças para o Golfo da Venezuela.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone nesta quinta-feira (11) com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e garantiu que Caracas pode continuar a contar com o apoio de Moscou em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo Kremlin.
Segundo comunicado divulgado por agências russas, os líderes discutiram a deterioração do clima geopolítico envolvendo o governo venezuelano e voltaram a reforçar a parceria estratégica entre os dois países. Na ligação, Putin e Maduro manifestaram interesse em avançar em projetos conjuntos nas áreas econômica e energética — setores nos quais a Rússia tem ampliado sua atuação na América Latina.
A declaração se soma a outras manifestações recentes de apoio de Moscou a Maduro desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, intensificou a pressão diplomática e militar contra Caracas, acusando o governo venezuelano de liderar um cartel de drogas. No último dia 7, a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que o país estava pronto para responder a pedidos de assistência da Venezuela.
A ofensiva norte-americana inclui relatos de bastidores: em 30 de novembro, o senador republicano Markwayne Mullin afirmou que Maduro teria recebido a proposta de “ir para a Rússia” ou buscar asilo em outro país durante negociações com autoridades dos EUA.
A tensão militar no Caribe também aumentou. Nesta quarta (10), forças dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam um navio petroleiro próximo à costa venezuelana. No dia anterior, dois caças F-18 da Marinha americana sobrevoaram o Golfo da Venezuela como parte do arsenal mobilizado pelos EUA para a região.
A troca de sinais entre Washington, Moscou e Caracas ocorre num momento sensível, com manobras militares sendo monitoradas de perto e o governo Maduro buscando respaldo externo para enfrentar a pressão crescente dos Estados Unidos.
