O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que o país deve iniciar operações terrestres “muito em breve”, ao responder sobre ações militares relacionadas ao combate ao tráfico de drogas e às tensões com a Venezuela. Ele não especificou onde essas ações aconteceriam.

Donald Trump voltou a elevar o tom contra a Venezuela e disse que operações em terra devem começar “muito em breve”. Foto: Reprodução.
Donald Trump voltou a elevar o tom contra a Venezuela e disse que operações em terra devem começar “muito em breve”. Foto: Reprodução.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que o país deve iniciar operações terrestres “muito em breve”, ao responder sobre ações militares relacionadas ao combate ao tráfico de drogas e às tensões com a Venezuela. Ele não especificou onde essas ações aconteceriam.

A declaração foi dada durante um evento no Salão Oval, um dia após a apreensão de um navio petroleiro venezuelano por tropas americanas no Caribe — episódio que intensificou dúvidas sobre uma possível escalada militar na região. Na quarta (10), Trump voltou a dizer que não descarta invadir a Venezuela.

Questionado por um repórter se a operação contra o petroleiro estava ligada apenas ao combate ao tráfico ou também ao interesse dos EUA no petróleo venezuelano, o republicano desviou a resposta atacando o governo de Nicolás Maduro. Ele repetiu a acusação de que Caracas teria enviado criminosos para o território americano ao permitir que eles imigrassem.

“É sobre muitas coisas. Eles nos trataram mal por muito tempo, e agora nós não estamos tratando eles tão bem”, afirmou Trump. Ele disse ainda que, desde o início da ofensiva naval no Caribe e no Pacífico, as apreensões de drogas vindas pelo mar teriam caído 92%.

Logo em seguida, anunciou: “E nós vamos começar a agir por terra também. Isso vai acontecer muito em breve”.

Apreensão inédita de navio petroleiro

Na quarta-feira (10), militares dos EUA interceptaram e tomaram o controle de um petroleiro venezuelano em uma ação considerada inédita dentro da atual mobilização americana na região. Imagens divulgadas mostram soldados subindo a bordo e assumindo a embarcação.

Até então, a campanha militar de Trump no Caribe havia se concentrado em atacar pequenas embarcações que Washington alega serem usadas para transportar drogas. A apreensão de um navio ligado diretamente ao setor petrolífero — base da economia venezuelana — elevou as tensões e levantou questionamentos sobre se a operação pode ser considerada um ato de guerra.

A Casa Branca afirmou que pretende levar o petroleiro aos EUA e confiscar sua carga.

Reação da Venezuela

O governo de Nicolás Maduro disse que vai denunciar o episódio a organismos internacionais e que defenderá “soberania, recursos naturais e dignidade nacional com absoluta determinação”. Para Caracas, a operação americana confirma as suspeitas de que o objetivo de Washington é promover a queda do regime chavista.

Escalada militar no Caribe

A ação ocorre em meio a um forte reforço militar dos EUA na região: há um porta-aviões, aviões de combate e dezenas de milhares de soldados mobilizados. O governo Trump mantém o discurso de que as operações fazem parte da guerra às drogas.

A Venezuela, entretanto, acusa Washington de usar esse argumento como pretexto para justificar um possível ataque terrestre ao país.

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