A mansão onde os pais de Suzane von Richthofen foram mortos virou “ponto turístico” no Campo Belo, em SP, atraindo jovens que fazem vídeos e selfies. Moradores reclamam do incômodo e temem que o imóvel abandonado vire esconderijo de criminosos. O proprietário diz manter o IPTU em dia, mas não pretende usar a casa. Nas redes, o local virou atração macabra entre influenciadores.

Perfil de Suzane Von Richthofen bomba nas redes após ser reativado
Perfil de Suzane Von Richthofen bomba nas redes após ser reativado

A mansão onde Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados em 2002 voltou a despertar atenção do público — desta vez, como um improvável “ponto turístico” na zona sul de São Paulo. O imóvel, localizado no Campo Belo e abandonado há mais de 20 anos, atrai diariamente grupos de jovens que param diante do portão para fazer vídeos, selfies e registrar o endereço marcado por um dos crimes mais chocantes do país. A informação foi revelada por Fábia Oliveira, do Metrópoles.

O fluxo constante de curiosos, no entanto, tem gerado transtornos aos moradores da rua. Segundo o colunista Ullisses Campbell, vizinhos relatam incômodo permanente e um temor crescente de que a casa, fechada e sem vigilância, sirva de abrigo para criminosos.

“Temos medo de que vire refúgio de assaltantes que atuam na região”, afirmou Maria Emília de Médicis, 56, moradora da rua, ao colunista.

Apesar de ter recebido uma reforma externa anos atrás, a mansão está completamente deteriorada. Maçanetas foram arrancadas, a caixa de correio desapareceu, o matagal tomou conta do terreno e a fachada branca perdeu o brilho — sinais claros de abandono. A situação vem sendo discutida em reuniões da Associação de Moradores do Campo Belo, que estuda cobrar providências do proprietário.

Relatos indicam que o imóvel foi saqueado diversas vezes ao longo dos anos, o que reforça a sensação de insegurança na vizinhança.

O atual dono da mansão afirmou ao colunista ter adquirido o imóvel sem saber da tragédia envolvendo a família von Richthofen. Ele contou que não pretende morar nem vender a propriedade no futuro próximo, embora mantenha o IPTU em dia. “Todos os dias tem gente lá fazendo fotos, selfies e vídeos. Isso causa muito incômodo”, lamentou.

Nas redes sociais, o endereço ganhou status de atração macabra. Vídeos no Instagram, TikTok e X mostram influenciadores e curiosos narrando a visita como se fosse um roteiro turístico. Alguns descrevem a “emoção” de ver de perto a casa onde “Suzane mandou matar os pais”, enquanto outros falam em “energia pesada” ao se aproximar do portão.

O comportamento divide opiniões e reacende debates sobre limites éticos nas redes sociais — e sobre o impacto de transformar locais de crimes em cenários de entretenimento digital.

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