A mãe de Benício Xavier, Joice, homenageou o filho (morto após erro médico em Manaus por dose incorreta de adrenalina) com um vídeo da formatura infantil. Benício morreu após ter o coração queimando e sofrer paradas. A médica Juliana Brasil Santos admitiu o erro, que a defesa atribui a falhas do hospital. O caso é investigado como homicídio doloso qualificado, mas a médica tem habeas corpus.

Foto: Redes Sociais
Foto: Redes Sociais

A mãe de Benício Xavier, morto no final do mês de novembro por erro médico, postou nesta sexta-feira (12) uma homenagem ao seu filho em seu Instagram. A criança morreu em um hospital particular de Manaus (AM) ao receber uma dose incorreta de adrenalina intravenosa.

No vídeo, Joice Xavier de Carvalho relembra um trecho da formatura de Benício no Ensino Infantil, que aconteceu no dia 6 de dezembro, e mostrou as homenagens feitas pelo colégio e pelos colegas do filho. Ela ainda usou a seguinte legenda:

“Hoje seria o dia da sua colação e formatura do ABC. Estávamos muito ansiosos para esse momento. Um ano de muito aprendizado na escolinha. Um ano que ficará marcado para sempre em nossas vidas. Ele estaria muito feliz hoje ao lado de seus amigos. Te amamos muito eu e seu pai”.

Entenda o caso

Benício deu entrada no Hospital Santa Júlia em 22 de novembro com tosse seca e suspeita de laringite. De acordo com a família, ele recebeu prescrição de lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa de a cada 30 minutos, aplicadas por uma técnica de enfermagem.

O estado da criança piorou rapidamente: ele ficou pálido, com membros arroxeados, e chegou a dizer que “o coração estava queimando”. Levado à UTI, Benício sofreu paradas cardíacas.

Para a polícia, trata-se de erro médico. A médica responsável, Juliana Brasil Santos, admitiu o equívoco em documento enviado à polícia e em mensagens pedindo ajuda ao colega Enryko Queiroz. Segundo a defesa, a confissão ocorreu “no calor do momento” e teria sido causada por falhas no sistema do hospital.

O caso é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) como homicídio doloso qualificado, com possibilidade de enquadramento por crueldade. O delegado Marcelo Martins, do 24° Distrito Integrado de Polícia (DIP), chegou a pedir a prisão preventiva da médica, que atualmente está protegida por habeas corpus preventivo concedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

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