Eduardo Bolsonaro lamentou a retirada de Alexandre de Moraes, de sua esposa e da empresa do casal da lista de sanções dos EUA pela Lei Magnitsky, apesar de afirmar respeitar a decisão. O deputado disse que seguirá atuando politicamente no Brasil.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou nesta sexta-feira (12) uma nota pública em seu perfil na rede social X (antigo Twitter). Na publicação, ele se manifesta sobre a decisão do governo americano de retirar o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
Apesar de demonstrar respeito pela decisão do governo comandado pelo presidente Donald Trump, o parlamentar lamentou a decisão. “Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil.”, iniciou.
Moraes e esposa foram retirados da lista
Além do magistrado, sua esposa Viviane de Moraes e a empresa Lex Institute, que funciona como uma holding do casal, sendo proprietária da residência e de outros imóveis deles, também foram retirados da lista de sancionados. Moraes havia sido incluído em julho deste ano, enquanto Viviane entrou na lista em 22 de setembro.
Com a retirada das sanções, eventuais bens do casal nos Estados Unidos deixam de estar bloqueados e cidadãos americanos voltam a poder realizar transações com Moraes e a empresa associada.
“Esperamos sinceramente que a decisão do Presidente @realDonaldTrump seja bem-sucedida em defender os interesses estratégicos dos americanos, como é seu dever. Quanto a nós, continuaremos trabalhando, de maneira firme e resoluta, para encontrar um caminho que permita a libertação do nosso país, no tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas.”, concluiu Eduardo.
Residindo nos Estados Unidos desde fevereiro, o deputado federal tem grande participação nas sanções contra autoridades brasileiras desde que se intensificaram as investigações e julgamentos contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e outros réus mais tarde condenados por participação na tentativa de golpe de Estado, em 2022.
Em novembro, Eduardo Bolsonaro se tornou réu após julgamento na Primeira Turma do STF que o acusou do crime de coação da Corte para agir favoravelmente ao ex-Chefe do Executivo.
Leia a nota na íntegra
Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil.
Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual.
Esperamos sinceramente que a decisão do Presidente @realDonaldTrump seja bem-sucedida em defender os interesses estratégicos dos americanos, como é seu dever. Quanto a nós, continuaremos trabalhando, de maneira firme e resoluta, para encontrar um caminho que permita a libertação do nosso país, no tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas.
Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro.
Eduardo Bolsonaro
Paulo Figueiredo @pfigueiredo08
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