Cinco dias após o apagão causado por uma ventania histórica, a energia elétrica foi normalizada na Grande São Paulo. Cerca de 26 mil imóveis ainda estão sem luz, número próximo ao padrão diário. O vendaval deixou mais de 2,2 milhões de clientes no escuro, causou prejuízos ao comércio e levou a uma decisão judicial que obrigou a Enel a restabelecer o serviço sob pena de multa.

Enel trabalha na retomada de energia - Foto: Reprodução/TV Globo
Enel trabalha na retomada de energia - Foto: Reprodução/TV Globo

Após cinco dias de transtornos provocados por uma ventania considerada histórica, o fornecimento de energia elétrica voltou ao patamar de normalidade na Grande São Paulo. Nesta segunda-feira (15), cerca de 26 mil imóveis ainda permaneciam sem luz em toda a região, número próximo ao registrado em dias comuns, segundo boletim divulgado pela Enel. Na capital paulista, aproximadamente 17 mil clientes seguiam sem fornecimento.

O apagão teve início na quarta-feira (10), quando rajadas de vento associadas a um ciclone extratropical atingiram a capital e cidades da região metropolitana. No momento mais crítico, mais de 2,2 milhões de imóveis ficaram sem energia elétrica simultaneamente, provocando uma série de impactos no cotidiano da população.

A ventania derrubou árvores, danificou postes e redes de distribuição, causou apagões em semáforos e levou ao cancelamento de centenas de voos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos. O comércio também sentiu os efeitos, com prejuízos milionários e perdas de alimentos e medicamentos que precisaram ser descartados por falta de refrigeração.

Na noite de domingo (14), a Enel informou que o fornecimento estava sendo restabelecido ao “padrão de normalidade” em sua área de concessão. A empresa destacou que equipes técnicas continuam atuando em ocorrências mais complexas, que exigem reconstrução completa da rede, incluindo a troca de cabos, postes e outros equipamentos danificados.

No sábado (13), a concessionária já havia informado que a energia seria restabelecida até o fim do domingo, prazo que coincidiu com uma decisão judicial. Na sexta-feira (12), a Justiça determinou a retomada imediata do serviço, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento. A medida foi tomada em ação movida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Defensoria Pública.

Para acelerar os reparos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia autorizaram o envio de equipes de outras distribuidoras do país para auxiliar a Enel nos trabalhos de recomposição da rede elétrica.

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