A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou no domingo (14) reforçou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para que ele seja submetido a uma cirurgia.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou no domingo (14) que exames de ultrassonografia confirmaram a existência de duas hérnias inguinais e reforçou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para que ele seja submetido a uma cirurgia. O procedimento ainda depende de autorização da Corte. Bolsonaro cumpre pena nas dependências da Polícia Federal desde 25 de novembro.
Segundo os advogados, a ultrassonografia identificou hérnias inguinais bilaterais, quadro para o qual a equipe médica indicou tratamento cirúrgico como a única solução definitiva. A informação foi divulgada por um dos defensores em rede social, logo após a realização dos exames.
Exame foi autorizado por Moraes
O exame havia sido solicitado pela defesa na quinta-feira (11) e autorizado no sábado (13) pelo ministro Alexandre de Moraes. A ultrassonografia foi realizada neste domingo nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde Bolsonaro está detido, pela própria equipe médica que acompanha o ex-presidente.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma organização criminosa acusada de articular uma tentativa de golpe de Estado.
Perícia médica da PF
Além do exame apresentado pela defesa, Moraes determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica para avaliar a real necessidade de cirurgia. Na decisão, o ministro destacou que laudos anteriores entregues pelos advogados tinham mais de três meses.
No pedido encaminhado ao STF, a defesa argumentou que a ultrassonografia é um procedimento não invasivo, rápido e que pode ser feito no local da prisão, permitindo a disponibilização imediata das imagens e dos laudos à Polícia Federal para subsidiar a perícia oficial.
A PF tem prazo de 15 dias para concluir a avaliação do estado de saúde do ex-presidente.
Relatório aponta dores e riscos
Na petição enviada anteriormente ao Supremo, os advogados anexaram um relatório médico indicando a necessidade de cirurgia. De acordo com o documento, Bolsonaro tem se queixado de dores e desconforto na região inguinal, agravados pelo aumento da pressão abdominal provocado por crises recorrentes de soluços.
Ainda segundo a defesa, o quadro já teria levado o ex-presidente ao hospital por episódios de falta de ar e síncope, o que, na avaliação dos médicos, representa risco de descompensação súbita. Por isso, os advogados afirmam que houve novas intercorrências médicas que exigem atenção imediata do STF.
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