A ex-bbbLaís Caldas revelou que sua primeira gravidez ocorreu devido a uma interação medicamentosa entre o anticoncepcional oral e a tirzepatida, substância que usou para emagrecer antes do casamento. O medicamento injetável reduziu a eficácia da pílula ao retardar a absorção do fármaco pelo organismo, resultando na concepção inesperada com Gustavo Marsengo. O alerta da ex-BBB repercutiu entre seguidoras que fazem uso de tratamentos semelhantes.
A ex-BBB Laís Caldas, que anunciou recentemente estar grávida de seu primeiro filho com Gustavo Marsengo, utilizou suas redes sociais para esclarecer as circunstâncias de sua gestação.
Laís revelou que, embora estivesse fazendo uso regular de pílula anticoncepcional, a eficácia do método foi comprometida por um tratamento estético realizado meses antes. O relato serviu como um alerta para seguidoras que utilizam substâncias semelhantes para perda de peso.
A gestação ocorreu após o matrimônio do casal, realizado em setembro deste ano. Com o objetivo de reduzir medidas para a cerimônia, ela se submeteu a um protocolo clínico utilizando o medicamento Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida. Esta substância é conhecida por auxiliar no controle glicêmico e na redução de peso, mas possui uma interação medicamentosa específica que muitas pacientes desconhecem.
Assista o vídeo:
Em conversa com a equipe do BacciNoticias, a Dra. Giselle Mello relatou que a tirzepatida pode ser a que mais impacta a absorção do etinilestradiol (componente comum da pílula), pois seu efeito dual tende a retardar de forma mais significativa o esvaziamento gástrico em comparação com a semaglutida, que age apenas no GLP-1. Esse retardo reduz o tempo de contato e absorção do contraceptivo no organismo.
Por sua vez, Laís Caldas explicou para os seus seguidores, o fármaco atua retardando o esvaziamento gástrico e que o mecanismo, embora benéfico para o emagrecimento, interfere diretamente na velocidade e na qualidade da absorção de medicamentos administrados por via oral. Entre os compostos mais afetados por essa alteração fisiológica estão os contraceptivos, que perdem parte de sua capacidade de prevenir a ovulação.
A Dra. Giselle Mello, ressalta ainda que, além da interação medicamentosa, eventos adversos comuns como vômito e diarreia também comprometem a eficácia da pílula. Caso a paciente vomite em até duas horas após a ingestão ou apresente diarreia persistente, deve-se adotar um método contraceptivo de barreira até o início do ciclo seguinte da pílula.
Laís Caldas enfatizou que seguiu corretamente a posologia de sua pílula, mas o fator metabólico causado pela caneta emagrecedora foi determinante para a concepção. A revelação gerou uma onda de questionamentos e preocupações entre mulheres que fazem uso simultâneo de métodos hormonais e tratamentos para emagrecimento sem o devido suporte informativo sobre tais riscos.
A ex-BBB tranquilizou os fãs ao afirmar que, apesar de não ter sido planejada para aquele exato momento, a chegada do primeiro filho é motivo de grande alegria para o casal.
O caso reforça a importância da consulta médica detalhada ao iniciar tratamentos injetáveis voltados à perda de peso, especialmente para pacientes que dependem exclusivamente da via oral para o controle de natalidade.
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