A Polícia Civil do DF e de São Paulo deflagrou a segunda fase da Operação Finório contra uma quadrilha interestadual especializada em golpes contra idosos. O grupo movimentava até R$ 7 milhões por ano e causou prejuízo de cerca de R$ 500 mil no DF. Os criminosos agiam em caixas eletrônicos, trocando cartões e furtando dados das vítimas.

Polícia Civil derruba quadrilha que enganava idosos e roubava cartões

Policiais civis da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio da Polícia Civil de São Paulo, deflagraram nesta quinta-feira (18) a segunda fase da Operação Finório. A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa interestadual especializada na aplicação de golpes contra pessoas idosas.

De acordo com as investigações, a quadrilha movimentava valores expressivos, com faturamento estimado em até R$ 7 milhões por ano. Cada período de atuação em uma cidade rendia, em média, R$ 150 mil, o que representava cerca de R$ 600 mil mensais. Somente no Distrito Federal, onde o grupo atuou em três períodos distintos ao longo de 2025, foram registradas 19 ocorrências policiais, com prejuízo aproximado de R$ 500 mil às vítimas.

A primeira fase da Operação Finório revelou um esquema criminoso altamente estruturado e com atuação itinerante em diversas capitais do país. O grupo, originário do estado de São Paulo, se deslocava semanalmente para aplicar golpes direcionados, escolhendo principalmente pessoas idosas, explorando sua vulnerabilidade.

Como os criminosos agiam
O modus operandi incluía a abordagem das vítimas em caixas eletrônicos localizados em shopping centers e supermercados. Os suspeitos se apresentavam como pessoas dispostas a ajudar em supostos problemas bancários, como atualização de chip, bloqueio de cartão ou falhas no sistema. Durante a falsa assistência, os criminosos trocavam os cartões bancários das vítimas, obtinham senhas e dados pessoais.

Com essas informações, o grupo realizava compras de alto valor ou pagamentos de boletos, desviando os recursos para contas de terceiros, conhecidos como “conteiros”, utilizados para pulverizar e ocultar o dinheiro obtido de forma ilícita.

A Polícia Civil reforçou o alerta à população, especialmente às pessoas idosas, para que não aceitem ajuda de desconhecidos em caixas eletrônicos. A orientação é procurar apenas funcionários devidamente identificados das instituições bancárias ou dos próprios estabelecimentos comerciais, a fim de evitar cair em golpes semelhantes.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e responsabilizar todos os integrantes da associação criminosa.

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